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Um coquetel de charme e desafio, Amber Heard chega para a entrevista como uma bola de energia. Ela está usando botas grossas de salto alto e um vestido creme, com os braços estridentes com pulseiras e os dedos sob o peso de anéis de ouro.

A mulher de 29 anos de idade, com lábios escarlate e olhos felinos-verde, é uma visão impressionante. Não é de se admirar que ela cativou Johnny Depp, sua co-estrela no filme de 2011, Diário de um Jornalista Bêbado.

Ela e Depp estão juntos desde junho de 2012 e se casaram no ano passado. Apesar de qualquer pensamento de que Heard esteja ‘montando em suas costas’, essa ideia desaparece rapidamente assim que você a conhece.

A nativa de Texas vem atuando há mais de uma década, mas 2015 foi um ano de transições profissionalmente. Depois de um papel como protagonista em Magic Mike XXL, como a fotógrafa que encanta o stripper Mike, interpretado por Channing Tatum, agora ela está se alinhando no filme de Tom Hooper, A Garota Dinamarquesa.

O filme, que tem como parte do elenco as estrelas Eddie Redmayne e Alicia Vikander nomeados para o Globo de Ouro, conta a história verídica de Lili Elbe (Redmayne), que viveu a primeira parte de sua vida como um homem e tornou-se a primeira pessoa a receber a cirurgia de mudança de gênero. “Você simplesmente sabia por volta da página quatro – provavelmente até antes – que aquilo era especial”, diz Heard, que aproveitou a chance de trabalhar com Hooper, o diretor britânico de O Discurso do Rei.

Heard interpreta Ulla Paulson, um artista e amiga de Einar e sua esposa Gerda (Vikander). “Ulla é toda sobre liberdade”, diz Heard. “Ela é muito espirituosa. O que ela realmente se preocupa é com o ser humano em si, e não o superficial dele. Ela é uma pessoa progressista, à frente de seu tempo. Nós percebemos o quão interessante que a amizade deve ter sido para ela e quão especial ela deve ter sido para ser capaz de fazer isso. E eu gostava dela fazer parte desse movimento, o início desse movimento de gênero”.

Enquanto o filme foi criticado por sua abordagem de grande bom gosto, programas de televisão como Transparent, Orange Is the New Black, filmes como Tangerine e pessoas como Caitlyn Jenner aumentaram a sensibilização para as questões dos transexuais.

“É uma prova que nossa cultura está pronta para esta conversa e nós, como uma sociedade, estamos interessados nessas histórias”, diz Heard. “Eu acho que é sobre o tempo. Não é por acaso que a maioria das pessoas nunca ouviu falar deste pioneiro extraordinário. Há uma razão para isso, e esta comunidade tão marginalizada, esquecida e omitida está finalmente vindo à luz. Nós estamos prontos para ser o farol que ilumina.”

Heard sofreu preconceitos em relação à sexualidade, em vez de gênero. Ela se assumiu bissexual em 2010, depois de um relacionamento com a artista Tasya van Ree. “Eu não quero ter que negar minha sexualidade, porém também não quero que a minha pessoa seja definida só por conta da minha opção sexual.”

“A única maneira de conseguirmos a mudança em uma direção positiva, no sentido de aceitar as pessoas pelo que elas são é olhando além dos meios superficiais, em vez de ser vítima de nossos preconceitos e nossos instintos tribais, a única maneira que nós temos para superar isso, é se familiarizar com esse assunto, expor isto a todos”, ela me diz. “Eu já disse isso antes, mas dependendo da educação que você recebe, isso se torna o antídoto para o preconceito.”

Em relação à falta de papéis decentes para as mulheres em Hollywood, ela diz: “Eu sou uma mulher… eu começo a rir algumas vezes,” ela dá de ombros. “Caso você não tenha notado, vá ver um filme agora e me diga se a maioria dos papéis para mulheres tem falas que sejam realmente convincentes.” Alicia Vikander observou que em seus últimos três filmes, ela não tinha uma cena com uma mulher de verdade. “Eu tive uma experiência semelhante.”

Mesmo para uma atriz em sua faixa etária, as opções são estreitas – muitas vezes apenas “estereótipos demais e uma concorrência gigante”, como ela diz. “Porque há poucos papeis para uma concorrência tão feroz e qualquer coisa que seja liderada por uma mulher não será financiada.”

“Então, esses filmes são tipicamente sub-financiados e com um sub-orçamento. Os cineastas são 90 por cento do sexo masculino, por isso não temos uma perspectiva mais equilibrada dos seus contadores de histórias. Estamos muito atrás neste meio possivelmente progressivo”.

Heard chama o sistema de “muito injusto” em relação ao sexismo. “É preciso não apenas atores e atrizes perceberem isso. Eu vou mostrar para todos um filme dirigido por um elenco feminino ou com foco na vida feminina ou elementos da perspectiva feminina. Mas para isso acontecer. eles têm que estar interessados em mudar – o sistema de filmes financeiros tem de mudar.”