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Eu sabia desde cedo que não era hetero. Mas, crescendo em uma pequena cidade do Texas, também sentia que, por alguma razão, quem quer que eu fosse, não estava certo. Não havia uma única pessoa que eu pudesse ter como referência que fosse abertamente queer, então eu não tinha ideia de como entender meus sentimentos. Como muitas crianças, eu ansiava que alguém dissesse: “Amber, você não está quebrada. Você é linda do jeito que você é.”

Na semana passada, senti essa dor novamente quando meios de comunicação disseram que um trio de casos perante a Suprema Corte era apenas sobre pessoas “gays e transgêneros”. A realidade é que as pessoas bissexuais e pansexuais – que compõem o maior segmento da comunidade LGBTQ+ – têm o mesmo em jogo.

Quando eu tinha 19 anos, finalmente encontrei uma heroína em Alana Flores e duas outras adolescentes lésbicas que estavam gerando manchetes nacionais a centenas de quilômetros de distância, na Califórnia. O trio recrutou a ajuda da ACLU para processar seu distrito escolar por permitir que a homofobia e a discriminação desenfreadas passassem sem controle. Em um incidente, um grupo de estudantes supostamente gritou: “Todos as ‘sapatões’ deveriam morrer e você não deveria existir.” Apesar dos anos duradouros desse abuso, Flores e suas amigas se recusaram a desaparecer, resultando em uma das primeiras decisões judiciais reconhecendo os direitos dos jovens LGBTQ+. O caso inspirou minha primeira doação de caridade, e a coragem delas me marcou e me acompanha até hoje.

Quando mudei do Texas para Hollywood, eu, como muitos atores não assumidos publicamente, senti pressão para adotar o mantra “Minha vida privada é privada.” No entanto, à medida que minha visibilidade como atriz aumentava, aumentava também meu crescente senso de responsabilidade de viver abertamente como sou e para reconhecer o privilégio de ser branca, cisgênero e “aceitável”. Eu estava me apaixonando por uma mulher ao mesmo tempo em que meu nome estava se tornando conhecido.

Mesmo em Hollywood, ser fiel a mim mesma custava um preço. Alguns produtores não pensavam mais que eu era uma escolha apropriada para um papel que envolvia atração masculina. No entanto, como me encaixo em muitas ideias sobre ser uma mulher atraente, outros produtores me consideraram inapropriada para outros tipos de personagens.

Eu aprendi rapidamente que todo mundo tem uma idéia sobre o que significa ser uma mulher – a quem você deve amar, como deve se vestir, as palavras que deve usar para se descrever. Ser casada com uma mulher não negava meus relacionamentos anteriores ou futuros com os homens; portanto, quando me recusei a usar a palavra “lésbica”, recebi uma reação negativa de mulheres que experimentavam uma escassez de representação lésbica e por isso qualquer nuance de sexualidade ou gênero era desconsiderada.

Às vezes, até passear por Los Angeles vinha com assédio verbal. Minha ex-esposa e eu fomos cuspidas uma vez. Outra vez, alguém jogou um copo vazio em nós. Para muitas pessoas trans, principalmente mulheres negras e pardas, esse tipo de assédio geralmente leva à violência e à morte.

Mas a discriminação não tem linhas estatais. Em um estado, nos foi recusada moradia. Em outro estado, fomos convidadas a deixar um restaurante. Uma vez, fomos até assediadas por uma autoridade policial quando descobriu que compartilhávamos o sobrenome.

Essa discriminação é exatamente o motivo pelo qual os casos LGBTQ + da Suprema Corte de pessoas que foram demitidas por causa de quem são, têm importância e por que não podemos deixar ninguém na comunidade LGBTQ+ fora dessas conversas.

Um dos casos envolve Aimee Stephens, diretora de funerais demitida, em essência, por ser uma mulher trans. Em 2018, o Tribunal de Apelações do Sexto Circuito decidiu com razão que Stephens foi demitida ilegalmente e que a lei federal protege nossos irmãos e irmãs trans. Juntamente com o caso de Stephens, o tribunal está analisando o caso de Gerald Lynn Bostock, coordenador de bem-estar infantil cujo empregador o demitiu ao descobrir que ele era gay. (O empregador nega que Bostock tenha sido demitido por esses motivos.) E decidirá se a empresa que contratou Don Zarda, que disse que foi demitido de seu emprego como instrutor de paraquedismo em Long Island após revelar sua orientação sexual, estava dentro do seu direito de fazer isso.

Imagine se você fosse uma pessoa bissexual e, quando for contratado, coloque uma foto da sua namorada em sua mesa. Esse relacionamento termina, um novo começa e uma nova foto aparece. E se você for demitido porque o gênero do seu parceiro mudou?

Isso não é tudo. Essa ideia restrita do que significava ser uma mulher que me foi forçada – e se qualquer empregador pudesse fazer disso um requisito para conseguir um emprego ou uma promoção? Isso é exatamente o que o governo Trump pediu à Suprema Corte para permitir.

Como Alana Flores, Aimee Stephens e tantas outras pessoas LGBTQ+ me mostraram, a visibilidade é importante.

O governo Trump está pedindo que o tribunal decida contra proteções legais para a comunidade LGBTQ+ – minha comunidade. Isso poderia acabar com as proteções por que Alana Flores lutou tanto, décadas atrás e reverter as proteções legais que foram tão críticas para as pessoas trans.

Isso é mais do que leis – é sobre o que nosso país acredita sobre nossa humanidade básica. Pesquisas e o arco da história mostram que a maioria dos americanos, independentemente de sua afiliação política, quer viver em um país onde as pessoas podem ganhar a vida independentemente de quem são.

As pessoas LGBTQ + merecem um governo que nos proteja e envie a mensagem de que não estamos quebrados. Porque nós não somos. Nós somos maravilhosos do jeito que somos. E nós temos direitos.

Matéria: Teen Vogue | Tradução e adaptação: Equipe Amber Heard Brasil