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Para duzentas mulheres, de origens variadas, são feitas as mesmas cinco perguntas. Suas respostas são histórias humanas, inspiradoras de sucesso e coragem, amor e dor, redenção e generosidade. 200 Women Who Will Change the Way You See the World é um livro lançado em outrobro de 2017, que trouxe relatos emocionantes de inúmeras mulheres ao redor do mundo.

Confira a participação de Amber Heard no livro traduzida:

Amber Heard nasceu em Austin, Texas, Estados Unidos. Como atriz, ela é conhecida por papeis em “A Garota Dinamaquesa”, “Segurando as Pontas”, “Zumbilândia”, “Terra Fria” e “Tudo por Ela”. Amber é uma ativista e uma advogada verbal de direitos para as mulheres e para a comunidade LBGTQI,  tem trabalhado para criar consciência nas pessoas sobre a violência domestica. Ela é uma apoiadora da ACLU (União Americana pelas Liberdades Civis), The Art of Elysium, Amnesty International e Children’s Hospital Los Angeles.

O que realmente importa para você?
Isso mudou ao longo dos anos; por um bom tempo, era sobre proteger e sobreviver. Era sobre me definir e me descobrir, e então, defender o que eu acreditava na epoca, não importa a qual custo. Conforme fui amadurecendo, e pensando, eu descobri que é: menos de como eu sou agora e mais do que eu vou deixar para trás. Ninguém vive para sempre, e pelo que sei, você não leva nada quando você parte, então, o que importa para mim é o impacto que eu vou fazer durante o meu curto tempo aqui. Eu nunca me contentei em ser uma mera passageira nessa vida, então eu quero ter certeza que estou dirigindo a um lugar bom.

O que te trás felicidade?

Meu relacionamento com, e minha compreensão disso é que a felicidade está em uma constante evolução. Eu costumava pensar que a felicidade era algo em que eu lutava a todos os momentos – agora, cada vez mais, vejo o que é uma coisa fugaz e efêmera. A felicidade é, e sempre deve ser, um objetivo, mas nunca deve ser o objetivo final. Em vez disso, o foco e a luta devem estar nas coisas em que a felicidade é construída.

Nós, seres humanos, instintivamente fazemos qualquer coisa que evite dor e, logo corremos atrás do que nos agrada. Eu costumava correr atrás da felicidade também, e quando eu a consegui, eu a agarrei e estava desesperado para não deixá-la ir. Mas, ficar presa em qualquer coisa, te impede de crescer; o crescimento é sobre agarrar, às vezes agarrando, sua maneira de ser melhor. Ninguém consegue as coisas estando parado, então, para mim, ficar estático é o sentimento mais triste possível.

Como fui crescendo, eu venho respeitando a dor e as dificuldades que sofri, como da mesma maneira, eu respeito as alegrias e felicidades que são as recompensas do que eu passei. Quando eu volto, e olho os momentos mais difíceis da minha vida, eu vejo que são eles que mais me moldam e influenciam hoje – alguém que se contenta em nunca estar contente. Defendendo a verdade, justiça e outros, e lutando para fazer esse mundo levemente melhor do que quando cheguei.

O que você considera como sendo as mais baixas profundidas da miséria?

Posso dizer que, tendo sobrevivido o que só posso esperar e imaginar, são as profundidades da minha própria capacidade pessoal de sentir dor, há alguma intrínseca à experiência; não à dor em si, mas à sobrevivência dela. Você não pode nunca vencer uma batalha se você nunca pegou uma espada ou foi cortado por alguém. E a verdade é que, se você nunca experienciou dor, perda, falha ou destruição, você nunca saberá como é sobreviver, viver e prosperar. E com certeza você não conseguirá ajudar alguém que está agonizando com alguma dessas experiências.
Existe uma linha, entretanto, onde a dor admite o seu valor. E enquanto essa linha pode talvez se encontrar em lugares diferentes para cada pessoa, está lá. Eu quero me juntar àqueles que utilizam suas vozes e experiências para ajudar outros a encontrarem e caminharem por essa linha. Infelizmente, nós falhamos com aqueles que se encontram sozinhos na linha de frente de suas próprias batalhas pessoais, aceitando cegamente o valor da dor e do sofrimento, por causa da dor e do sofrimento. Todos nós conhecemos alguém que tenha sido irreparavelmente ferido pelo destino implacável da dor incessante; o que me poupou desse destino não foi chance, riqueza, arma ou alguma vantagem tangível, na verdade, foi a graça, a bondade e a sabedoria de outros que sobreviveram e aprenderam com a própria dor. Eu sobrevivi por causa das pessoas que me apoiaram naqueles momentos em que mais me senti vulnerável, assustada e sozinha, de frente a minha própria guerra pessoal.
Eu sou grata por ter visto o valor em sofrer – e em sobreviver – não só para falar aos outros que, apesar de eu não acreditar que sofrer ‘acontece por um motivo’, há sempre alguma coisa para se aprender com o sofrimento – e para dizer a eles que as melhores partes de mim não foram apenas formadas, mas também solidificadas por sobreviver à agonia, não por ignorá-la.

O que você mudaria se pudesse?

Particularmente, eu sempre fui alérgica à injustiça, mas sugerir que tudo pudesse ser justo me parece ridículo. No entanto, sendo um ser humano consciente de uma pequena fração das injustiças neste mundo, devo dizer que eu acabaria com todas as injustiças que nos engolfam.

Com qual palavra você mais se identifica?

Bravura. Deixe-me colocar deste modo: se eu fosse mãe e pudesse escolher uma qualidade para minha criança ter, eu escolheria que ela fosse valente. Existem muitas qualidades que eu gostaria que ela possuísse, mas eu vejo que muitas – como bondade, inteligência ou beleza – são subjetivas ou passageiras. Eu torceria por bravura mais do que todas porque ser inteligente, bonita ou “boa” não é suficiente. Muitas coisas são subjetivas no mundo; por exemplo, quando crianças, nós aprendemos a diferença entre “certo” e “errado”, mas conforme crescemos, o contexto muda. Nas nossas vidas jovens, variadas e complicadas, ‘bom’ e ‘mal’ se tornam menos evidentes, menos preto e branco. Sim, todos nós aspiramos a ‘fazer a coisa certa’, mas agora que sou mais velha, eu vejo que a escolha não é sempre tão clara. E muitos de nós renunciam disso para escolher o que é mais fácil ou mais popular – isso faz com que o que é certo não seja claro, na melhor das hipóteses, e solitário e aterrador, na pior das hipóteses. Ninguém te diz de fato que o que torna o ato de fazer a coisa certa tão difícil não é fazê-lo, mas sim, fazê-lo sozinho. É necessária muita bravura, não apenas boa vontade, para fazer o que é certo e eu não acho que o conceito de bravura está ligado o suficiente ao conceito de moralidade. Dito tudo isso, eu escolho a palavra bravura porque ela incorpora não apenas fazer o que você acreditar que seja correto, mas também tendo a força moral e a resistência de poder fazê-lo quando outros não podem, ou não querem.

Tradução & Adaptação: Equipe AHBR

Publicado por Nora Bueno em 21 de January

200 Women Who Will Change the Way you See the World , um livro que reuniu inúmeras mulheres ao redor do mundo para contarem um pouco de suas histórias inspiradoras foi recentemente lançado nos Estados Unidos e Amber Heard usou suas redes sociais para poder agradecer por fazer parte desse projeto.

Orgulho de ter sido inclusa no incrível projeto e livro 200 Women, É uma honra fazer parte de um projeto tão inspirador. 200 Women é uma coleção de entrevistas e fotografias que visam trazer uma mudança positiva num período em que tantas mulheres continuam a lutar pela justiça e igualdade.

Um novo trecho da Amber no livro também foi divulgado digitalmente:

O que importa pra mim têm mudado muito com o passar dos anos. Por um bom tempo, era sobre me encontrar e me definir. Mas com o meu crescimento, eu descobri que não é sobre quem eu sou agora, mas sim, sobre o que eu deixo para trás. É sobre o impacto que eu faço. Eu também aprendi a respeitar a dor e as dificuldades que enfrentei. Quando eu penso nos períodos mais difíceis da minha vida, eu percebo que eles foram essenciais para definir quem eu sou hoje. Posso dizer que, tendo sobrevivido às profundidades da minha própria capacidade de sentir dor, há algum valor intrínseco para a experiência; não para a dor em si, mas para a sobrevivência.

Publicado por Nora Bueno em 9 de November

200 Mulheres que Mudarão a Maneira como Você Vê o Mundo, tradução para 200 Women Who Will Change the Way You See the World, nome do livro qual Amber Heard fará parte, juntamente com diversas outras mulheres inspiradoras ao redor do mundo.

Para duzentas mulheres, de origens variadas, são feitas as mesmas cinco perguntas. Suas respostas são histórias humanas, inspiradoras de sucesso e coragem, amor e dor, redenção e generosidade.

De reconhecidas ativistas, artistas e inovadoras, para as mulheres comuns, cujas vidas não são menos excepcionais por isso, cada mulher compartilha suas respostas únicas a perguntas como “O que realmente interessa para você?” e “O que você mudaria no mundo se pudesse?”. Nas entrevistadas incluem mulheres como, a ativista de conservação e bem-estar dos animais, Jane Goodall, atriz e defensora dos direitos humanos, Alfre Woodard, juntamente com aquelas que estão fazendo a diferença nos bastidores ao redor do mundo, como Marion Wright Edelman, chefe do Children’s Defense Fund. Cada entrevista é acompanhada por um retrato fotográfico, resultando em um volume que é atraente em palavras e imagens – e global, em seu alcance e ressonância.

Este livro histórico é publicado para coincidir com uma exposição itinerante imersiva, e um site interativo, com base neste projeto notável e em constante evolução. Com respostas que variam de muita alegria à muita dor, essas mulheres oferecem um presente, de empoderamento e força – convidando-nos a trazer mudanças positivas em um momento em que tantos estão lutando por liberdade e igualdade básicas.

Entre as 200 mulheres, Amber Heard foi uma das escolhidas a participar do livro. A atriz nasceu em Austin no Texas, EUA. Como atriz, ela é conhecida por papéis em The Danish Girl, Pineapple Express, Zombieland, North Country e All the Boys Love Mandy Lane. Heard é uma ativista e advogada vocal para os direitos das mulheres e LGBTQI, e trabalhou para aumentar a conscientização sobre a violência doméstica e sexual. Ela é partidária da American Civil Liberties Union, The Art of Elysium, Amnistia Internacional e Children’s Hospital Los Angeles.


“Eu escolho a coragem porque ela incorpora não só fazer o que você acredita ser certo mas também ter a força e a resistência para poder fazê-lo quando outros não podem ou não vão”, Heard em trecho divulgado do livro.

Pelo fotógrafo Kieran Scott, e edição por Ruth Hobday, Sharon Gelman, Marianne Lassandro e Geoff Blackwell, o livro 200 Women Who Will Change the Way You See the World estará disponível para venda em 01 de outubro em alguns países como Estados Unidos, Inglaterra e Austrália. No Brasil ainda não há expectativa para uma data de lançamento.

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Publicado por Nora Bueno em 30 de September