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Heard é a capa de dezembro da revista GQ Austrália e nela contamos com um ensaio fotográfico incrível, juntamente com mais uma das ótimas entrevistas da Amber, confiram:

São 2h da tarde, um domingo em Gold Coast e Amber Heard está listando os vários motivos do porquê ela ama a Austrália. Penfolds Grange lidera a lista. “Eu amo vinho tinto.” diz Heard, “É o meu hobby, não ligo para o que os outros digam”

Vamos voltar 2 anos: Heard tinha acabado de ser expulsa do país por Barnaby Joyce (não pessoalmente, apesar de ele ter uma história de fanfarrão) por trazer Pistol e Boo ilegalmente pela imigração. Então, só para começar, já é uma surpresa ela estar na Austrália, ainda mais ela estar se apaixonando pelo lugar.

Ontem ela encerrou as filmagens de Aquaman, que sinalizou o fim de um trabalho de 7 meses. Elenco e equipe celebraram juntos com muitas garrafas de Grange e uma boa quantidade de Guinness também.

Profissionalmente, Liga da Justiça e Aquaman fazem de 2017 o ano mais produtivo da carreira de Amber. Desde seu divórcio e disputas legais que foram finalizadas com o ex-marido, Johnny Depp, em dezembro, houve muita atenção voltada para sua vida privada. Mas, através das adversidades, ela mostrou um tipo de força que inicia revoluções. Ela se posicionou firmemente quando outros se esquivaram.

No mês após nossa sessão fotográfica com a atriz de 31 anos, em LA, as inimagináveis acusações se concretizaram. Devido aos seus próprios problemas com Depp, não é surpresa alguma que essas manchetes estejam perturbando Heard. Mas ver mais e mais mulheres se defenderem e virem a público com os abusos que sobreviveram, assim como ela fez, é empoderador.

Com Amber, você pode ter certeza de algumas coisas. Primeiro, sempre vai haver faíscas em volta da texana – para usar suas palavras “eu nunca me esquivo da oportunidade de acender fogos de artifícios”. Segundo, seu senso de humor imoral está sempre por perto. Ela referencia The Rum Diary como “obviamente” seu filme favorito em que já trabalhou (foi quando ela conheceu e se apaixonou por Depp), e sua série de tweets a Barnaby Joice, oferecendo-lhe uma caixa de kiwis no auge do escândalo de sua cidadania, foram nada menos que ações de um gênio cômico.

Aqui está uma conversa sincera com a Mulher do Ano da GQ 2017, a senhorita Amber Heard.

Como tem sido seu tempo na Austrália?

“Tem sido maravilhoso. Eu tive má sorte visitando a Austrália no passado (risos) então é meio que uma visão do senso de humor negro do destino que eu recebesse o mais longo projeto da minha carreira profissional alocado aqui. No fim, foi uma benção porque me deu a oportunidade de realmente me apaixonar pelo lugar e refletir sobre a quantidade de sorte que eu tenho tido até agora.”

Então agora que tudo está resolvido com Barnaby Joice, você se mudará para Gold Coast?

“Babe, eu moro aqui. Esse é o filme que nunca termina e eu estou lentamente desistindo da noção de que nós algum dia o finalizaremos.”

Você estrelou em comédias, dramas, suspenses e agora você está prestes a estrelar como uma super-heroína em Liga da Justiça.

“Sim, é um território que eu ainda não havia atravessado. Então estou animada por ter a oportunidade de explorar um novo gênero e uma nova fã-base. Quando você está filmando diferentes gêneros de filme, as diferenças entre eles não são tão notáveis quanto se imagina. Por exemplo, soa estranho mas não é tão diferente filmar uma comédia e um filme de terror. Onde você sente a diferença é com os fãs. Fãs de quadrinhos são inerentemente diferentes do público mediano. Eles trazem uma forma especial de entusiasmo e energia com eles e eu tenho sorte e estou animada para não só para adentrar um novo tipo de filmagem mas para saber a reação que o filme promoverá nas pessoas. Essa é a verdadeira diversão.”

Porque filmes de super-heróis estão tão populares agora?

“Porque eles refinam o melhor e o pior da humanidade. Nossos heróis são a concentração de todos os elementos que fazem os humanos se sentirem durões. Tipo, o que faz os homens serem tão incríveis.”

“No final de um projeto, é legal ter algo nítido, real para ver?”

“Sim, mas eu não sou do tipo que gosta da apreciação atrasada. Eu gosto de sair segurando o prêmio, sair com o resultado em mãos. E é difícil ter que esperar um ano para poder assistir o resultado final do seu esforço.”

Você trabalhou com Nicole Kidman neste filme – como foi essa experiência?

“Nicole é uma das pessoas mais maravilhosas que eu já tive o prazer de conhecer. Ela só esteve aqui por um curto período de tempo, mas nesse tempo, eu pude conhecê-la muito bem. E ela é apenas a pessoa mais sensível, inteligente, real, pé no chão, sofisticadamente maravilhosa que você poderia esperar. Quero dizer, ela é uma pessoa incrível.”

E um outro ser humano incrível, Jason Momoa, ele parece ser uma absoluta lenda também.

“Absolutamente. Quero dizer, tente se divertir mais.”

Outro dia ele foi bastante criticado por um comentário que ele fez durante seu tempo em Game of Thrones. Ele veio e assumiu total responsabilidade. Por que mais homens não podem ser como ele, nesse sentido?

“Bem, eu não sei. Mas tudo o que posso esperar é que nós continuemos a forçar nossa consciência coletiva mais e mais em direção à justiça e equidade. E, coletivamente, eu acredito que essa pareça ser a tendência. Eu só posso esperar que nós continuemos a examinar publicamente nossos padrões e expectativas para como abordamos o assunto. E, especialmente, como lidamos ou aceitamos as pessoas que se posicionam criticando o status quo. Como nós lidamos com mulheres que vêm e falam “isso aconteceu comigo”. Como tratamos sobreviventes de abuso ou mulheres em geral. Só posso esperar que nós continuemos a analisar como aceitamos mulheres na cultura pop.”

Considerando tudo que está acontecendo em Hollywood com Harvey Weinstein, estar aqui na Austrália tem sido como uma pausa disso tudo?

“Sim. Uma pausa, de fato, eu tenho aproveitado a exaustão de trabalhar nada menos que 16h por dia. Com a cabeça baixa, cê sabe, no meu traje spandex salvando o mundo como uma heroína o faz. Tudo o que posso dizer é que estou grata pelo trabalho e por estar longe e separada do drama que está acontecendo em Hollywood. Estou longe de casa, mas em um lugar onde me sinto em casa, como um segundo lar. E estou passando muito tempo conhecendo a equipe. Acho que estou me apaixonando pelo ponto de vista da Austrália. Têm sido incríveis 7 meses. Conheci pessoas tão maravilhosas e estar aqui tem sido um presente de sorte.”

Mas deve ser devastador ver todas as histórias que estão vindo a tona e sendo reveladas, no momento. Como isso tudo tem se mantido em segredo por tanto tempo?

“Você coça a cabeça imaginando porque as mulheres passam por esse tipo de sofrimento, na maioria das vezes em segredo. Quero dizer, apenas olhe para como nós tratamos essas mulheres quando elas vêm a público? Nós temos uma longa história de desmantelar e desacreditar mulheres com facilidade em um palco público. Então, você pode entender porque pode ser tão intimidador dizer qualquer coisa, quer você seja homem ou mulher. É um clube também, um mundo pequeno. E, eu imagino que sendo tão pequeno, cria uma certa postura.”

Por que você acha que, nessa ocasião, as pessoas se pronunciaram?

“Eu não sei. Eu não faço ideia.”

Você acha que precisou algo como o Trump ser presidente para as pessoas se posicionarem contra a misoginia?

“Bem, eu acho que em um movimento, qualquer que seja, é necessário haver uma imprudência maior de mesmo peso para que realmente consiga aguentar.”

Considerando tudo pelo que você já passou, é difícil apreciar o fato de que você é um modelo para jovens garotos e garotas?

“Eu me sinto incrivelmente sortuda por estar em uma posição em que eu possa servir como um tipo de ajuda. Às vezes é um fardo considerar que sua vida não é mais apenas sua e não é privada. Pode ser difícil saber que você não pode funcionar ao todo – que a anonimidade não é mais um objetivo válido e suas ações e palavras, quer sejam ditas em um tapete vermelho ou nos mais íntimos cantos da sua vida pessoal, não são mais apenas suas. Essa é uma descoberta difícil de se ter. É algo sério mas você cresce e segue em frente, e colocado na balança eu considero toda a incrível sorte que eu tenho por estar nessa posição. É difícil ficar mal com isso por muito tempo.

É inconfortável as pessoas te chamarem de corajosa ou de inspiração, essencialmente por você se posicionar sobre o que você acredita?

“Você já conheceu alguma mulher na vida? É claro que eu não me importo. Eu amo isso! Eu sempre tento fazer minhas coisas honestamente e fazer o que é certo. Tudo pelo que eu me empenho na vida é nunca sofrer a tentação de tentar ser popular, querida, aceita. Isso nunca está perto do meu desejo de viver uma vida honestamente, com dignidade e orgulho. E eu não seria capaz de fazer isso se eu não estivesse vivendo honestamente, então eu nunca tive a tentação de viver de qualquer outra forma. Apesar do quão impopular meu posicionamento possa ter sido ou alguma postura que eu tenha tomado, eu o fiz com conhecimento disso. Não importa o quão impopular ou insustentável minhas decisões tenham sido, nunca foi tentador o suficiente viver de forma desonesta.”

Você já trabalhou com Charlize Theron e Nicole Kidman, assim como novos talentos, como Cara Delevigne. Como é trabalhar com essas mulheres maravilhosas?

“Eu me sinto muito sortuda de poder me inspirar por tantas mulheres. No meu trabalho, isso muda bastante, para o melhor. Eu tenho tanta sorte de estar viva agora, e poder dizer, honestamente, que eu posso olhar a minha volta e minhas colegas estão fazendo coisas inspiráveis e mulheres no meu meio – como Angelina, Charlize, Nicole, ou mais novas, como a Cara – não estão satisfeitas apenas indo para casa ao fim do dia ricas e famosas. Elas estão fazendo coisas coisas com suas vidas para mudar o mundo para suas filhas e deixar-lo um pouco melhor do que era quando elas tinham essa idade.”

O que feminismo significa para você?

“Feminismo é como religião – é um daqueles conceitos traiçoeiros que podem ser apenas o que você quer que seja. Você tira dele o que você quer. Ou o que você adiciona. Dependendo do contexto, da conotação, o feminismo pode mudar drasticamente. Eu amo ser mulher. Eu sou 100% mulher porque me identifico dessa forma. Eu sou uma mulher, então quero ser única. Equidade é a melhor forma de olhar para o assunto.”

É justo dizer que existe uma falta de bons modelos homens, em nossa atualidade?

“Não, eu não diria isso. Eu acho que o protótipo da humanidade ou masculinidade num sentido tradicional está sendo desafiado. Está sendo lentamente corroído, e nessa corrosão está delimitando e separando alguns elementos que caracterizam a masculinidade em um canto isolado. No isolamento eles se auto-ajustam. Nós vemos traços marginais da “masculinidade típica” projetadas em alguns atores. E no palco público, eles incorporam características super específicas da masculinidade sem uma representação completa do homem, não apenas na ficção, nos filmes, na arte, na televisão mas também nas figuras públicas.”

Quem são seus modelos de inspiração masculinos?

“Eu acho que ainda estou cultivando uma queda pelo Obama. Estou tentando me livrar disso, mas estou tentando ficar aberta a outras possibilidades.”

Um homem que definitivamente está quebrando essa barreira em termos de ser uma inspiração é Elon Musk. Por que mais homens não podem ter esse tipo “eu consigo” de atitude, como ele?

“Eu não sei, apontaria para o deficit de personalidade a quem jovens garotos possam se inspirar.”

Entendo. Mas com tudo que tem acontecido em Hollywood, você está torcendo para que isso seja o início do fim para o que tem ocorrido?

“Vou me posicionar dessa forma, eu estou nas linhas de frente, e planejo continuar nessa posição na luta para fazer com que as coisas mudem. Não tenho nenhuma expectativa de deixar minha espada de lado tão cedo.”

Scans:

Ensaio fotográfico:

Bastidores:

Bastidores:

 

 

Tradução & Adaptação: Equipe AHBR

Publicado por Nora Bueno em 16 de November

Alguma vez já assistiu o drama erótico Showgirls? Não assista. É amplamente considerado um dos piores filmes de todos os tempos. Essas 2h seriam muito mais bem gastas limpando sua sala de estar, acendendo uma vela e compreensivamente folheando esta edição e apreciando a adorável Amber Heard, em regalias completamente inspiradas por Showgirls. O drama da NC-17 foi a referência chave para o photoshoot da Allure. Alocado nos altos das colinas de Los Angeles, o set foi mais uma festa que qualquer outra coisa, e no centro estava Heard, coberta em cristais Swarovski das pálpebras até as têmporas.

“Meu rosto está ofuscante agora. Eu não tenho certeza de quantos olhares posso lhe dar”, ela disparou para o fotógrafo Daniel Jackson quando ele a mandou olhar em direção ao sol da Califórnia. A equipe riu e a câmera clicou. E talvez, apenas talvez, isso é o que faz Amber Heard a perfeita Showgirl: tão completamente divertida e completamente única. Cultish, sim, mas também um clássico instantâneo.

OLHOS (E LÁBIOS) IMPACTANTES

“A sessão foi pura fantasia” disse o maquiador Rony Soleimani. “Amber foi tão legal de me deixar colocar coisas por todo o seu rosto.” Coisas como chamas vermelho-vivo, cristais Swarovski e fitas de lantejoulas.

“Eu usei montes e montes de joias de uma loja de artesanato e cristais brilhantes como delineador”, disse Soleimani, que também se uniu com Amber devido ao amor de ambos por batons vermelhos. Eles foram incorporados em cada look: “eu usei um batom marte azul-avermelhado por todo lugar e um laranja-avermelhado líquido no meio para dar uma iluminada”. O rabo de cavalo liso alto foi obra do cabeleireiro Didier Malige – o complemento perfeito para a chamativa maquiagem.

Meu ex-namorado e eu tivemos uma briga na frente de Amber Heard, e ela ficou do meu lado. Calma aí, calma aí. Deixe-me começar de novo.

Estou em Los Angeles para conhecer a atriz para o almoço. O almoço padrão de celebridades. O arranjo é bastante rotineiro: recebi 90 minutos para conhecer uma atriz famosa, falar sobre seu papel em em Liga da Justiça e Aquaman, conhecê-la, conhecê-la bem e, por último mas não menos importante, definir seu personagem e transmitir quem ela é como um humano em 3.000 palavras ou menos. Redutivo? Absolutamente. Realmente viável? Eu tive minhas dúvidas.

Heard está atrasada – tráfego na rodovia 101, você sabe como é – então eu tenho um copo de vinho pré-entrevista. Quando ela chega, escolhemos uma mesa lá fora e nos instalamos no anonimato aproximado de um pátio frondoso e sol ardente. Vestida com um vestido de linho preto e um chapéu preto, ela quase poderia passar despercebida. Quase. De perto, ela tem esse complexo de estrela de cinema brilhante que irradia fama. (Aprendi mais tarde que o brilho também é devido ao pó iluminador da Becca e ao corretivo da Chanel.) Ela usa muitos brincos – cinco em uma orelha, três na outra – e anéis e pulseiras e nada combina e é tudo legal, eclético, la vie bohème jumble. Desejo instantaneamente ser ela.

Além disso, sua mão direita é coberta por um enorme curativo branco. Então eu inicio com: “OiPrazerTeConhecerWTFAconteceuComASuaMão”. (Copo de vinho, estômago vazio, não julgue).

“Acontece que as árvores plásticas decorativas são quase tão inflamáveis ​​quanto as suas semelhantes orgânicas”, diz ela ironicamente. “Eu estou alugando um lugar na Austrália [enquanto filmava Aquaman], e tem uma dessas árvores – e minha assistente estava acendendo velas.” Pausa. “Eu gosto muito de fogo perto de mim.” (OK, leitor, eu sei o que você está pensando: ela estava falando literalmente ou metaforicamente? Eu não sei! Talvez eu soubesse! Eu meio que tive um palpite! Mas eu não podia dizer com certeza!) “Eu senti o cheiro de algo queimando, e no segundo seguinte a casa inteira estava cheia de fumaça negra”.

Heard ligou o modo super-heroína. “Estou correndo para a cozinha; Estou molhando toalhas; Estou gritando com as pessoas que estão soprando o fogo e piorando a situação. Havia pequenas piscinas de plástico derretido que coagularam – efetivamente, pequenas fogueiras debaixo da árvore. Consegui apagar o fogo rapidamente, mas o que não notei foi que a minha mão estava de baixo de uma fonte de plástico pingando. Achei que eram cinzas ou detritos. Eu basicamente me assolei.”

Então a história torna-se uma parábola: “Você sabe que está ficando muito bom em apagar incêndios quando percebe a ineptidão dos outros. Isso está começando a me preocupar. Por que eu sou tão boa nisso? Talvez não seja uma grande surpresa, meus amigos me chamam de Calamidade”.

Calamidade me deixa sentar com isso por um minuto, enquanto 10 mil perguntas se precipitam na frente do meu cérebro. É quando o garçom aparece. Ela pede um copo de 2015 Walt Santa Rita Hills pinot noir. Não vejo motivo para fazer cerimônia. “Que tal uma garrafa?”

Vamos pausar para uma breve recapitulação sobre Amber Heard, famosa atriz: ela é do Texas e mudou-se para Los Angeles quando tinha 17 anos. Seu primeiro papel principal foi em All the Boys Love Mandy Lane. Ela estrelou Drive Angry, com Nicolas Cage e The Rum Diary, com Johnny Depp. Este mês, ela interpreta Mera na Liga da Justiça e depois retomará o papel em Aquaman.

Para entrar na forma (insanamente boa) para Mera, “eu treinei com Gunnar Peterson aqui em L.A.”, diz ela. “Eu acordava, treinava, comia meu ovo cozido e um pouco de couve e depois ia treinar dublagem de ação ou artes marciais. Passava cerca de cinco horas do meu dia em treinamento. Para o meu próximo filme, eu deveria estar com calças de moletom.” Eu pergunto a Heard se ela já sentiu que tem uma vida absurda. “Eu tenho muito desse momento”, diz ela. “Quando eu estou suspensa no set, vestindo Lycra azul brilhante anexada a fios e equipamento e eu estou voando sobre o oceano e estou fazendo perguntas como ‘Já usei minha hidroquinese ou estamos falando em um bolha?” Sim, há muita fantasia. Mas também há realidade. Caindo sob fatos básicos sobre Amber Heard: ela era casada com Johnny Depp. Pretérito.

Se você já leu alguma coisa sobre a atriz de 31 anos nos últimos dois anos, além das notícias de sua recente separação com Elon Musk, você leu que ela foi vítima de violência doméstica em um relacionamento anterior, o que é uma maneira sutil de dizer que ela foi espancada. E quando seu marido é talvez o ator mais famoso do mundo, as coisas ficam complicadas. Que é uma maneira sutil de dizer torturante. Após negações e tentativas falhas de destruir a credibilidade de Heard, Johnny Depp lhe pagou US $ 7 milhões. Ela doou tudo para a ACLU e o Children’s Hospital LA.

Como uma pessoa famosa – e uma pessoa que experienciou violência doméstica – é incumbente que ela ajude os outros? Ela tem que usar seu poder para o bem?

“Eu não tenho que fazer isso; Eu preciso fazer isso. Se eu não tivesse uma plataforma, eu ficaria na minha?”, diz Amber. (Eu estou mudando para o seu primeiro nome agora, porque, fala sério, estamos falando de umas paradas sérias.) “Eu tenho um cérebro semi funcional e um sistema límbico semi funcional, e como um ser humano, é incumbente que eu faça do mundo um lugar melhor, de qualquer pequena e insignificante maneira. Sempre tentei fazer o que é certo. Usei tudo o que me deram. Eu tinha que melhorar para a próxima pessoa”.

Quando você está falando com Amber Heard, ela está incrivelmente focada; ela é uma ouvinte ferozmente profunda, como se ela estivesse olhando para sua alma. É fácil assumir uma conexão com ela. E sim, eu sei que é com isso que as estrelas de cinema ganham a vida, mas com ela parece tão real. Não há nada falso aqui.

O que quer que tenha acontecido entre ela e seu ex-marido, não é o que deu origem ao seu senso de justiça. “Eu apoio a ACLU desde os 16 anos”, diz ela. “Quando eu estava crescendo, meus amigos tinham cartazes do N Sync, enquanto eu, colecionava propagandas feministas da Segunda Guerra Mundial. Nossas mães e avós trabalharam para criar uma ilusão de ambiente confortável. Eu subestimei isso. Em comparação com outros lugares ou gerações anteriores, estamos indo bem. Sim, claro, há um pouco de sexismo aqui.” Ela balança a cabeça em sua própria ingenuidade. “Eu estava tão errada. Eu estava errada para c*ralho”.

Não há como falar sobre misoginia ou feminismo sem abordar os acontecimentos atuais no país. Quer você ache que Harvey Weinstein, Donald Trump, Roger Ailes e Bill Cosby sejam predadores, super-predadores ou, você sabe, apenas … incompreendidos, você não pode negar que os direitos das mulheres são objeto de um diálogo nacional em 2017. Amber, como você pode imaginar, tem algo a dizer sobre isso.

“Antes do Assediar Chefe, antes do retrocesso que nós coletivamente tivemos como mulheres, eu já tinha tido meu próprio retrocesso. Eu já tinha percebido que as raízes da misoginia são muito mais profundas e muito mais onipresentes.” Apenas para deixar claro: Amber não está falando sobre a sociedade em geral; essa merda é pessoal. “Eu não percebi isso até cerca de um ano e meio atrás. Eu estava vivendo com a minha cabeça na areia porque estava fazendo comparações com outros lugares ou com o passado. Eu não havia percebido o quão longe estamos para haver igualdade. E, por igualdade, quero dizer, para ser justo.”

Sim, há pessoas que dirão: “Boo-hoo, a milionária atriz de Hollywood está triste – me dê um tempo”. E para essas pessoas, eu diria isso: ela nasceu pobre e, o que quer que tenha acontecido, ela chegou onde ela está agora. Ela tem tanto direito de ser uma pessoa ferida como qualquer outra pessoa. (Amber, se você estiver lendo isso, não chamei você de vítima. Não há uma gota de vítima nessa mulher.) Como ela diz: “Mesmas merdas, melhor mobília”.

Para lhe dar um tempo de falar sobre assuntos incômodos ou difíceis (algo que os melhores repórteres sempre tentam fazer), pergunto-lhe o que está lendo. Você quer saber o que ela está lendo? Atualmente, “Cleopatra: A Life”. Ontem, ela leu uma biografia de Catherine the Great. No dia anterior, ela leu uma história dos Romanov: “Eu sem dúvidas recomendo os Romanov. Você não pode criar uma ficção mais salaz, incrível e inacreditável do que a história dos czars.” Quem liga para a história dos czares, quando se tem uma mulher que lê um tomo de não-ficções históricas densas por dia. “Eu tenho muito tempo livre no set”.

Tudo bem, de volta ao salaz: ela se identifica como bissexual? Assim que a pergunta sai da minha boca eu me sinto como uma idiota. “Eu não me identifico como nada.” Por mais tentada que eu esteja para explicar a sexualidade de Amber, vou deixá-la fazer isso:

“Eu sou uma pessoa. Eu gosto de quem eu gosto. Acontece que eu estava namorando uma mulher, e as pessoas começaram a tirar fotos de nós caminhando para o nosso carro depois do jantar. Eu estava segurando sua mão, e eu percebi que tinha duas opções: eu posso soltar sua mão e, quando me perguntares sobre isso, posso dizer que minha vida privada é minha vida privada. Ou eu poderia não solta-la e assumir a situação.” Adivinha o que ela fez.

Foi quando o Complexo Industrial de Hollywood veio à tona.

“Todos me disseram: ‘Você não pode fazer isso.’ Eu atuei ao lado de Nicolas Cage [em um filme], e em outro com Johnny. E todos disseram: ‘Você está jogando tudo fora. Você não pode fazer isso com sua carreira.’ E eu disse: ‘Não posso fazer isso de outra maneira. Observe.’ Neste ponto, eu decidi com absoluta certeza nunca cruzá-la.”

“Eles apontaram para nenhum outro líder romântico atuando, nenhuma outra atriz, que tivesse se assumido. Eu não sai do armário. Eu nunca estive dentro. É limitativo, essa coisa LGBTQ. Serviu uma função de guarda-chuva para pessoas marginalizadas a quem os direitos eram negados, mas perde sua eficácia por causa da natureza variada da humanidade. À medida que nos tornamos mais educados e expandimos os fatos de nossa natureza, continuamos adicionando letras. Era um bom escudo, mas agora estamos presos por trás disso. É tão importante resistir aos rótulos. Não me importa quantas letras você adiciona. Em algum momento, vai soletrar NÓS SOMOS HUMANOS”.

Eu despejo mais vinho. Eu começo a ver Amber como minha sábia. Uma mulher com uma alma generosa e aberta; uma compatriota; uma colega viajante. Ela remexe sua bolsa à procura de seu bálsamo labial e não consegue encontrar nenhum. Ofereço-lhe o meu Yves Saint Laurent de cor Rouge Volupté Shine Oil-in-Stick Pronta Para Cuidar E Brilhar e Oh meu Deus, Como Este Nome Ainda Está Acontecendo. Eu digo a ela para ficar com ele. É o que os melhores amigos fazem.

“A igualdade não deve estar aberta a debate”, diz ela sinceramente. “Você apoia o tratamento igual de pessoas? Eu vou deixar você pensar sobre isso”, diz ela, o oposto de fervorosamente.

“A história tende a favorecer aqueles do lado certo. Quer se trate de direitos civis em 1962 ou sufrágio em 1914 ou direitos homossexuais em 2007. Todos esses debates pareciam específicos na época, mas se você voltar para a macro, há uma tendência: justiça. A justiça não é tão variada ou delicada quanto a fazem parecer. E à medida que a textura de nossa cultura muda, a [igualdade] se manifestará de maneira diferente em nossos debates”.

Já passamos bastante do tempo que nos estava reservado. Mais do que provável, há outra garrafa de pinot noir. Mas falando sério, quando você está tão próximo quanto nós, quando a conversa flui livremente, quando tudo tem fluidez, como se pode quantificar algo tão insignificante como garrafas de vinho? Até agora, estou certa de uma coisa: Amber Heard é minha alma gêmea. O que posso dizer? O coração quer o que o coração quer.

Atrás de mim, uma jovem vestindo uma longa e fluente saia laranja brilhante com saltos roxos entra no restaurante. Amber faz algo que nunca vi uma pessoa famosa fazer. Ela diz para a moça: “Eu adoro sua saia! Você está linda!”

É um bom momento, um gesto gracioso. E eu ressalto que nós, todas as mulheres, não nos elogiamos o suficiente, não falamos que somos lindas.

“É verdade. Nós não fazemos isso”, ela diz, pausando de uma forma que (eu estou aprendendo) significa que ela está prestes a discordar tacitamente. “Eu desde nova dizia: eu não quero ser a princesa. Eu quero ser o príncipe. Eu quero fazer as coisas divertidas. Eu preferiria ser corajosa ou inteligente do que bonita.”

Fácil para a menina bonita dizer isso, eu digo.

“Eles não são mutuamente exclusivos, meu rosto e meu cérebro. Nós temos essa abordagem medular para a humanidade. Nós separamos a alma do corpo.” Bem, nós fazemos e não fazemos isso ao mesmo tempo. Eu cito o ditado que você consegue o rosto que você merece aos 50 anos.

“Que honra crescer em seu rosto”, diz ela, “ter as coisas que não são efêmeras falarem mais alto”.

Há uma narrativa recorrente na vida de Amber. Eu chamarei isso de Problema de Adjetivo. Pergunto a ela, que já foi modelo, uma pergunta extraordinariamente trivial, mas crucial: ser chamado de bonita é problemático?

“Quando criança, ver as princesas em meus livros serem chamadas de lindas era frustrante. Encontrei a mesma frustração em Hollywood. Eu leio 5 a 10 scripts por semana, e 4 de 5 não têm mais nada a dizer sobre a personagem principal feminina. Sempre os mesmos adjetivos: bonita ou sexy ou alguma versão disso. Comecei a dizer aos meus agentes: Não me envie scripts onde o primeiro adjetivo na descrição feminina seja “linda”. E se o segundo for “enigmática”, jogue-o no lixo. A palavra “enigmático” significa sua história não importa. Eu caí nisso tantas vezes”.

Qual o primeiro adjetivo para a liderança masculina?

“Não há um – depende do filme e da história. E essa é a chave.” Sua voz cai, presumivelmente imitando como um roteiro soaria se ganhasse vida. “Áspero. O homem viu ação em seu dia. Ele está acostumado a dar ordens e não a obedecê-las.” Então ela é Amber novamente. “Existem essas descrições cheias de nuances do que seria chamado de personagem. As mulheres não têm o mesmo luxo. Quando eu cheguei aqui pela primeira vez, e sendo jovem e estando sozinha e com meu sotaque do Sul – acabei sendo tratada muito mais burra do que normalmente o tratam, o que realmente diz algo. Adoro ser chamada de inteligente, mas você pode imaginar dizer isso a um cara?”

É quando o ex-namorado (também minha carona) chega para me buscar. Só que não tenho planos para deixar esta mesa nunca. Que é como eu chego em um momento muito estranho: brigando com um ex que, até o dia anterior, eu não tinha visto em 18 anos, enquanto uma atriz famosa interpreta árbitro.

Alex: (neste momento, vou dar-lhe um nome): “Você está zangada porque chamei alguém de buceta.”
Eu: (lembrando por que terminamos): “Eu não aceito gírias referentes à anatomia feminina como sinônimos de fraqueza. Amber, você já disse isso?
Amber: (diplomática, mas decisiva e amável em todos os sentidos) “Meu pai me ensinou a domar cavalos, e ele gritava comigo: ‘Não seja uma buceta!’ Eu ficava tipo, ‘Papai, eu tenho oito anos.’ Não, eu não digo isso. Não consigo equiparar nada feminino a ser fraco”.

Eventualmente, é hora de partir. Eu considero essa mulher inteligente e bonita do outro lado da mesa. Em seus 31 anos, ela passou por muita coisa. E muitas foram uma merda, e muitas delas porque ela é famosa. Pergunto-lhe se ela tem algum arrependimento.

“Sou péssima com arrependimentos”, diz ela. E então ela explica a única coisa que conduziu tudo o resto. “Eu quero espremer todo o suco da porra da laranja. Recebi uma laranja. Você tem uma vida, e eu simplesmente não conseguia, não posso imaginar não espremer cada gota de suco que eu pudesse conseguir dela. Existe alguma coisa pior do que uma vida não vivida? Se eu pudesse escrever uma frase honesta, seria essa: não perdi um único segundo”.

Confira os vídeos dos bastidores do ensaio fotográfico:

Tradução & Adaptação: Equipe AHBR

Publicado por Nora Bueno em 16 de November

Amber Heard é a capa da revista peruana COSAS desse mês, onde há alguns meses concedeu uma entrevista exclusiva para a mesma, confira:

Poucos meses antes do escândalo com Johnny Depp, tivemos a oportunidade de conversar com Amber Heard. Além de sua simpatia, ela nos impressionou, pois fala espanhol perfeitamente. Durante a conversa, ela teve o cuidado de não falar muito sobre seu casamento com Depp (eles ainda estavam juntos), mas sabemos que a natureza da personalidade, inteligência e independência desta atriz mostram que ela não tem nada a ver com o estereotipo de “loira sexy”. Como participou de um papel secundário no filme A Garota Dinamarquesa, comecei pedindo a sua opinião sobre como ela avançou seu reconhecimento sobre a comunidade trans.

“Por um longo tempo, houve um grupo de pessoas que não foram representadas, pessoas que foram ignoradas, maltratadas e marginalizadas e, por causa disso, eu me senti orgulhosa de fazer parte do elenco de A Garota Dinamarquesa”, disse ela. “Graças a este filme, hoje há uma maior compreensão do problema, e eu acho que o entendimento é a base de aceitação e inclusão. Eu amo que hoje nós estamos tendo esse tipo de conversa. “

A definição sexual é importante para você?

Eu acho que a essência de quem somos está na união do nosso coração e mente, acredito que preferências sexuais não determinam quem somos. Os seres humanos são muito mais complicados: não podem simplesmente serem definidos como uma mulher, homem, gay ou heterossexual. A cada dia continuamos a aprender sobre a história de pessoas que representam a diversidade da nossa sociedade.

E como você se define?

Eu tive relacionamentos bem sucedidos com mulheres e com os homens. Eu amo quem amo, a pessoa é o que importa. Você não poderia dizer o que é para mim o feminino ou o masculino, porque, em muitos aspectos, eu me sinto super feminina, mas em outros, muito masculina. Francamente, acho que os rótulos não funcionam para mim. Por exemplo, se você mostrar muita força e poder, essas características são tomados como masculina, e se alguém é submisso, identifica-se como feminina. Essa é uma visão limitada, à moda antiga, e cabe a nós como uma sociedade reestruturar essas coisas.

Quando você decidiu trazer suas preferências ao público?

Eu nunca estive no armário. Eu sempre vivi minha vida como eu queria, e eu tenho sido honesta comigo mesma e todos ao meu redor. Sobre o amor, eu sou totalmente aberta.

Você acha que reina machismo em Hollywood?

Machismo existe, e nós, mulheres, devemos mudar essa situação, porque eu não acho que os homens vão fazer. Eu me sinto frustrada com a falta de bons papéis femininos, porque mesmo quando eles existem, muitas vezes as mulheres aparecem como objetos sexuais. Cabe a nós escrever bons papéis, produção e direção. Eu acho que ao longo do tempo temos regredido, porque em filmes clássicos, mulheres, apesar das saias, muitas vezes tinham papéis mais complexos, fortes, e não precisavam se vestir com calças para justificar seu poder.

Tradução e Adaptação: Equipe AHBR

Publicado por Nora Bueno em 1 de July

Em One More Time, Amber Heard interpreta Jude, uma musicista sem rumo e com muito talento, mas com pouquíssima disciplina, que dirige até Hamptons para se reconectar com seu pai, um homem que foi cantor no passado e que é interpretado por Christopher Walken. Na vida real, Heard é o oposto de sua personagem, ela é uma mulher descontroladamente ambiciosa e que a princípio conseguiu escapar do “único tipo de papel” que normalmente acontece em Hollywood, de acordo com a sua aparência. Apesar da sua falta de experiência musical, Heard aproveitou a chance de interpretar a garota de cabelos rosa, Jude, que é o tipo de personagem falho e com inúmeras camadas de personalidade, que ela desde no início de sua carreira não teve a oportunidade de fazer.

Nós conversamos com a atriz muito opinativa sobre como ela trabalhou incansavelmente para tornar-se uma cantora, deixando a vaidade para trás, seu próximo papel no filme de super-heróis da DC, Liga da Justiça : Part 1, e por que ela não pode esperar para completar 30 anos.

O que te atraiu para o papel de Jude?

Eu fui atraída pela humanidade que muitas vezes eu não vejo as mulheres sendo autorizadas a retratarem em personagens. Eu gostava que essa personagem tinha sido permitida a ser falha; foi permitido ter o tipo das bordas de nuance delicadas que reconhecemos na vida real, mas infelizmente, raramente vemos em personagens femininas.

Indo fazer isso, quais eram suas experiências de canto?

Indo fazer isso, eu não tinha experiência. Eu nunca cantei antes, a não ser para torturar os meus amigos em seus aniversários com um volume muito auto, aúdios de “Feliz Aniversário” deixados em suas mensagens de voz uma vez por ano.

Ficou com medo quando essa oportunidade apareceu?

Eu estava com medo, antes de mais nada, de decepcionar eles. A parte libertadora e divertida foi não ter o fardo de se preocupar com o quão boa eu era. Eu não estava com medo de ser uma má cantora. Eu não tenho medo do que as pessoas pensam de mim como uma cantora. Era o oposto de ter medo em alguns aspectos.

Você tomou quaisquer aulas de canto?

Para me preparar para este papel, eu estudei muito. Eu fui para aulas de canto, de música, aprendi a ler música, aprendi o básico na guitarra e tive aulas de piano.

Você recebeu alguma dica de seu marido roqueiro?

[Risos] Ele me ajudou com a guitarra. Eu diria.

Que tipo de música você está ouvindo atualmente? Quais bandas você está ouvindo?

Eu tenho um gosto musical muito amplo, então escuto de tudo. Estes dias eu meio que estava um pouco nostálgica com o soul e blues. Estive ouvindo muito The Isley Brothers, O’Jays, e Gloria Ann Taylor. E muito country… eu tenho um fraquinho pelo antigo country, em particular. E Terry Reid. Terry Reid é o tocado ultimamente.

Houve um cantor específico que você estava tentando canalizar quando você estava retratando Jude?

Eu estava ouvindo alguns artistas em particular enquanto estava fazendo isso. Mas Jude, como uma personagem, é um pouco de inúmeras mulheres diferentes que conheço, alguns músicos e alguns não. Ela é uma colcha de retalhos de algumas das minhas pessoas mais próximas. Mas enquanto eu estava trabalhando neste filme, eu estava ouvindo muito Nancy Sinatra e Cat Power. Sempre crio playlists quando faço um filme ou um personagem.

Apenas para você entrar mentalmente nisso?

Sim! Especialmente se o seu personagem é um músico, é muito importante. Mas todos os meus personagens tiveram um tipo musical de qualidade, pelo menos na forma como eu os imaginava.

Como foi trabalhar com Christopher Walken? Vocês tiveram algumas cenas realmente divertidas.

Christopher é um cara engraçado. Ele é Christopher Walken. Eu cheguei nele e lhe mostrei clipes do YouTube que ele não tinha visto. Ele não tinha visto nada no YouTube! Eu tive o prazer distinto de ser a primeira a mostrar-lhe coisas como “Acid Lizard”, “Hide Your Kids, Hide Your Wife,” e “Double Rainbow”. Eu tenho um vídeo dele assistindo esses vídeos pela primeira vez que eu nunca vou esquecer.

Você tinha um cabelo rosa bem divertido para este papel. Você realmente o tingiu ou era uma peruca?

Era uma peruca, na verdade.

Foi divertido ter cabelo rosa por um tempo?

Essa personagem, eu já sabia como ela iria ser desde o inicio. Quando eu li o roteiro, eu disse a Robert Edwards, o diretor, que é tão confiante e não tem medo de deixar o ator criar seu personagem. Ele me deu total controle sobre ela. Quando eu o conheci, eu disse: “Eu tenho uma visão de como ela ficaria. Eu sinto que eu conheço Jude.” E eu tive a sorte de ter um diretor que respeitava isso e deixou-me fazer as coisas do meu jeito.

Hoje em dia é tão fácil para todos colocar uma franja com grampos ou colocar uma peruca, mas há algo que você não tenha feito no seu estilo que você secretamente gostaria de fazer, se não fosse pelo fato de que talvez você iria irritar um diretor de elenco?

Eu gostaria de interpretar uma pessoa que não está definitivamente limitada a ser um tipo exato de pessoa. Não é sobre como você se parece, eu só gostaria de não ser definida ou limitada por isso. Eu acho que uma forma mais sucinta para responder a essa pergunta é, eu gostaria de não fazer nada sobre como me pareço. Gostaria de ser capaz de ter a liberdade de interpretar personagens que não são definidos nem limitados por sua aparência.

Isso significa que você está pronta para fazer como Jennifer Aniston em ‘Cake’?, nenhum tipo de coisas de maquiagem?

Não deve ser uma coisa, um truque, uma ferramenta ou um mecanismo que tentamos usar para conseguir um papel em que os homens tem a oportunidade de fazer. Há exceções, é claro, existem alguns homens que estão interpretando papeis que são definidos por sua “masculinidade” ou coisas assim e todos nós sabemos quem são esses. Mas as chances são, se é que podemos pensar em um cara que está fazendo “esses papéis”, eles não serão limitados aquilo para sempre. Eu gostaria que não fosse preciso uma “coisa” para uma mulher decidir se está pronta para não usar maquiagem. Para responder à sua pergunta, eu adoraria fazer isso. Eu estive pronta para não usar maquiagem desde o início. Eu tenho tentado fazer exatamente isso, que é uma das razões pela qual eu realmente amei essa personagem e este trabalho em particular. Fora isso, eu não uso maquiagem no filme e eu fui desse filme para filmar The Adderall Diaries, que também será lançado este mês. E em The Adderall Diaries, eu também não uso maquiagem, eu acho que há talvez umas duas cenas onde eu tenho algum tipo de tonalidade nos lábios, mas só isso. E no filme que eu estou fazendo agora, eu não uso maquiagem. Então eu estou pronta para isso? Eu acho que sim! Eu acredito que nós estamos prontos para mulheres que não querem ser apenas bonitas ou coisas do tipo, nós gostaríamos de ver as mulheres que são complexas e cheias de nuances e camadas da mesma maneira que personagens masculinos são permitidos a serem. E talvez elas sejam atraentes, mas não serão definidas apenas por isso. Eu odeio ver personagens femininas serem definidas dessa forma, acho que é pedante assumir que precisamos, para atender a esse tipo de noção arcaica, que a atratividade física de alguma forma é indicativo de inteligência, força ou vulnerabilidade. Eu quero ver diretores de elenco pararem de fazer com que as mulheres tenham de escolher um ou outro, a fim de interpretar personagens.

Jude estava lutando para acontecer na indústria da música e para encontrar a si mesma nesse filme. Será que isso te lembrá de seus primeiros dias tentando ser uma atriz?

Eu acho que as duas coisas são muito semelhantes. E tentando definir-se contra o que é esperado que você seja e o que é solicitado que você faça, então sim, eu posso relacionar a isso, com certeza.

Você está animada para interpretar Mera em Liga da Justiça e Aquaman? Você pode nos dizer alguma coisa sobre isso?

Eu acho que realmente não posso dizer nada sobre isso.

Ouvimos que você estava tipo trabalhando em seu figurino.

Nós estamos! Estamos fazendo isso. É lindo.

O que sobre esse papel te seduziu?

Eu sempre fui atraída por mulheres fodonas e personagens femininas fortes. E estou animada, estou sempre mais do que animada para interpretar mulheres poderosas.

Você começou montar sua playlist para Mera?

Eu estou começando! Yeah! Eu acabei de começar. Por enquanto o que temos é muito de The Kills. O que mais eu tenho por lá? Eu tenho Mississippi John Hurt, Iggy Pop, Lightnin’ Hopkins, e David Bowie. Está vindo mais por ai.

Você está animada para se juntar ao mundo DC?

Estou sempre animada de ver uma produção que está acontecendo, a qualquer hora ver o movimento e impulso por trás de pessoas, atrás de um roteiro ou uma história que não tem medo de mulheres fortes.

Estão tendo algumas críticas negativas de Batman v Superman. Você acha que isso afetou a percepção de heróis do filme da DC de alguma forma?

Ah, não, eu não acho. Eu acho que isso não vai afetar em nada. É popular. Isso não está afetando quantas pessoas vão assistir e elas ainda estão assistindo, então não.

Então você vai completar os tão esperados 30 anos. Você acha que já tirou tudo do seu sistema que você queria fazer antes de atingir esse grande marco?

[Risos] Não! Eu certamente vivi. Eu certamente tenho sido uma participante ativa nestas primeiras décadas da minha vida e eu não planejo abrandar ou parar, estou pensando em continuar a evoluir e mudar. E, como eu estou ficando mais velha, tenho que ter a perspectiva de ganho do que eu tenho sido capaz de adquirir; esta bela perspectiva que tenho agora de que vou continuar ganhando de acordo como vou amadurecendo. Estou animada sobre o que está por vir e eu não planejo nunca olhar para a minha vida e pensar: “Sim, eu fiz o suficiente. Eu tentei bastante coisas. Já vi lugares o suficiente.” Eu vou continuar.

Por favor, não me diga que você vai ser uma daquelas pessoas São tipo, “Oh, eu sou velha agora.”

Isso é uma coisa triste! Eu não acredito que serei assim, certamente não sou uma dessas pessoas e eu não acredito que as mulheres devem olhar para uma idade de, digamos, 30, (como idade) quando há tanta na vida que temos de viver ainda. Então, eu vejo isso como algo qual posso apreciar e compreender mais da minha vida. Estou tão feliz que eu não vou estar nos meus 20 anos mais. Vou ser muito, muito, muito feliz de estar em meus 30 anos. Eu me sinto mais jovem agora do que há cinco anos.

Eu estou em meus 30 anos também e eu tenho tantos amigos que dizem: “Oh, eu sou velho. Eu não posso fazer isso,” e eu falo, “Você irá viver durante pelo menos 60 anos ainda. Você vai passar os próximos 60 anos de sua vida dizendo que você é velho? Porque você tem apenas 30.”

Se começarmos a dizer que em 30, quando a nossa geração é provável que viva 90 em média, e em seguida, como você disse, que está empenhada em passar 60 anos de sua vida reclamando, eu estou longe disso. Pretendo me divertir e continuar a fazer ainda melhor agora. Eu acho que quanto mais eu aprendo e quanto mais eu vivo, mais eu aprecio minha vida e mais eu tenho com a qual eu possa apreciá-la.

Você está ótima no filme. Eu acho que você está pronta para pular no palco com a banda de seu marido em breve.

Sim talvez! Eu não sei como eles se sentem sobre isso, mas sim!

Pelo menos para uma canção? Eles levam convidados no palco, não é?

Mas, então, eu não posso assisti-lo! Eu não iria desistir do meu assento e de assisti-lo no show para ir ao palco.

Fonte: NYLON
Tradução & Adaptação: Equipe AHBR

Publicado por Nora Bueno em 12 de April

Traduzimos uma antiga entrevista de Amber Heard e Nicolas Cage na conferência de imprensa de Fúria sobre Rodas. Confira!

Houve maneiras específicas que afetaram seu desempenho?

Amber Heard: “Retomando o que ele já disse, para mim, parte disso me fazia sentir como se fosse parte do público, de uma certa forma, participando ativamente enquanto você está filmando algo. Atuando e participando da forma de como ele será visto mais tarde, é tipo, uma maneira estranha de me colocar no lugar do público, e foi interessante filmar algo. Eu também sei que nós tivemos várias filmagens, porque este filme foi concebido em 3-D e não convertido, tivemos o privilégio e a oportunidade de manipular algumas de nossas ações e a forma que ele seria visto mais tarde. Eu dei alguns socos diretamente na lente e apoiei o carro quase sobre a câmera duas vezes para criar efeitos com resultados específicos que conseguiria atingir a plateia na exibição do filme em 3D. Eu também tenho que dizer que eu acho que os filmes que são convertidos depois… Eu não vejo bons exemplos de filmes assim. Eu já vi muitos filmes em 3-D que foram filmados em 3-D, mas é mais difícil converter e manter a qualidade, não importa o que você está convertendo”.

Amber, como foi fazer um papel tão físico?

Amber Heard: “É um dos únicos filmes onde eu realmente começo a chutar alguns traseiros, mas não é surpreendentemente diferente de casa. Quer dizer, eu sou do Texas e, armas, brigas e coisas desse tipo, são tudo parte do show. Tudo que seja desde o Hot Rod até as botas de cowboy, era algo de casa para mim. Eu estava feliz”.

Amber, você sente que filmes de gênero têm um papel mais forte para as mulheres?

Amber Heard: “Parece ser um filme de ação para mim. Ele tem elementos sobrenaturais, mas em termos de fortes personagens femininos, é por isso que eu estou fazendo este trabalho. Eu seria uma modelo se eu não quisesse fazer alguma coisa. Para mim, o gênero serve às vezes como um bom veículo para que as mulheres jovens neste negócio realmente consigam ter um papel. Pode não ser sempre salvando o dia, mas você certamente consegue algo a mais do que apenas ser a namorada em filmes de terror e suspense. Sou atraída por isso, porque eu realmente começo a fazer algo na maior parte do tempo. E este foi a um nível completamente diferente. Piper, minha personagem, é essa durona, boca suja, uma Daisy Duke vestida, dirigindo um Charger, uma filha da p*** armada, e ela não engole qualquer m**da. Onde mais eu iria encontrar isso? Este é o único roteiro que eu já li com esses elementos.

Nicolas, que relação seu personagem tem com a “fúria”?

Nicolas Cage: “Não é muito simples para mim. Eu não posso encapsular tudo sobre Milton na palavra fúria. Há também outras coisas que motivam o seu percurso. Com sorte, quando você vê o filme, existem outras dimensões no personagem. É mais como um sentimento de outridade e um propósito, mas a raiva é uma raiva que é uma fúria restante de algo que aconteceu em outra vida. E eu provavelmente já falei demais. Mas eu não quero falar sobre a relação que Milton tem com raiva, e sim de Amber”.
“Piper fornece o coração do filme. Quando você vê o filme, você vai ver o que a Amber tão lindamente fez com ele. Há um outro elemento que pode surpreendê-lo, onde o filme realmente tem um profundo e forte coração – e isso não é romântico. É como uma parceria. Eu acho que seria ótimo se pudéssemos fazer outro filme, porque eu amo esse relacionamento emitido por Milton e Piper”.

Amber Heard: “Estou dentro!”

Tradução e Adaptação: Equipe AHBR

Publicado por Karla Nogueira em 4 de March

Nós do AHBR traduzimos para vocês uma entrevista realizada em 2011 pela Amber Heard, onde ela fala de Fúria sobre Rodas, Diário de um Jornalista Bêbado e sobre sua sexualidade. Leia logo abaixo:

O filme é sobre o quê?

“Fúria sobre Rodas é sobre canhões, explosões, muita música e eu sou uma Daisy Dukes que salva o mundo com Nicolas Cage. É um full-throttle, filme de ação de alta voltagem e sobre salvar um bebê de forças satânicas.”

“Ela (Piper) é uma garçonete de restaurante em uma pequena cidade. Ela tem uma atitude má e um coração de ouro. Eu adorei, porque ela pode levar o coração do filme sem comprometer seu jeito maldoso ou sua boca suja”

Existe uma mensagem feminina escondida por trás da cena da mulher espancada nua na rua?

“Eu não sei se isso pode derivar de uma mensagem feminista. Eu acho que isso fala sobre uma personagem muito poderosa do sexo feminino. Esse tipo de filme não necessariamente vai atrair um público feminino, mas esse personagem não se baseia nos personagens do sexo masculino para o seu desenvolvimento – ela não é o interesse amoroso, ela não é esposa de alguém ou uma donzela em perigo, por isso, por essa razão que eu acho que as mulheres vão adorar este filme.”

Você teve treinamento de luta?

“Sim, eu tive um pouco de treinamento. O coordenador de dublês logo viu que aprendi rapidamente. Socar e se meter em brigas de bar faz parte da vida no Texas. Brigas e brigas – Eu estive ao redor de tudo isso.”

Como foi trabalhar com Johnny Depp em Diário de um Jornalista Bêbado?

“Eu era um fã do livro escrito por Hunter S. Thompson, e também de Bruce Robinson, que o dirigiu. Trabalhando com Johnny Depp também foi certamente um acerto. Eu sabia que a integridade do material seriam protegidos.”

O que você mais gostou em trabalhar com Johnny Depp? Ele tem algúm método?

“Ele tem uma ligação pessoal com Hunter S. Thompson e levou com ele isso quando filmamos. Parecia que eu estava trabalhando com alguém que realmente tinha um conhecimento especial do material.”

Como Diário de um Jornalista Bêbado pode mudar as coisas para você?

“Já fiz todos os tipos de filmes e é difícil ser objetiva sobre onde você está, em termos de filmes que você faz. Todo filme que eu fiz foi um passo para cima. Eu trabalhei a minha maneira acima de tudo e tive que trabalhar até deixar de ser um extra, uma pequena parte, em um forro, para estar onde estou hoje. Espero que Diário de um Jornalista Bêbado receba toda a atenção e os elogios que merece, mas é difícil dizer antes de ser lançado.”

Por que você quis atuar?

“Eu me apaixonei por cinema em um filme de arte-teatro, em Austin, de onde eu sou. Gostava de ver filmes de volta para casa da escola. Eu caí de amor com o cinema independente lá. Me lembro de assistir Encantadora de Baleias e fui tão afetada pela forma como o diretor Niki Caro contou a história, que eu sabia que queria fazer parte dessa mídia poderosa. Sempre gostei de teatro, eu estava na escola no ensino médio e pelo tempo que eu tinha, 17 anos. eu estava pronto para começar profissionalmente.”

Qual foi o mais estranho dia de trabalho que você teve?

“Tive tantos dias loucos – já tive dias em que eu fui coberta de sangue falso e tive que sair de um túmulo, e outros, quando eu pulei do telhado de um trailer conduzido por membros de seitas satânicas para cima de um carro esportivo.”

Por que você fez uma declaração sobre a sua sexualidade na premiação do GLAAD, em dezembro?

“Eu não sou de conversar sobre minha vida pessoal, eu prefiro manter isso o mais privado possível. Desde o evento, houve muita atenção da mídia em torno do meu relacionamento. Foi frustrante, eu não me rotulo uma forma ou de outra – Eu tive relações com homens bem sucedidas e agora com uma mulher. Eu amo quem eu amo, é a pessoa que importa.”

Tradução e Adaptação: Equipe AHBR

Publicado por Nora Bueno em 1 de March

Confira, abaixo, a entrevista que a Amber Heard concedeu à Flare Magazine para a edição de setembro em 2013.

Amber Heard dirige um powder-blue 1968 Ford Mustang. Ela o dirige faz nove anos — foi uma das primeiras coisas que comprou quando se mudou para Los Angeles em 2004; ela tem fotos dele em seu iPhone. Quando ela fala sobre ele, soa como uma mãe orgulhosa. O carro também é bastante chamativo, o que não é o ideal já que Heard ganhou um lugar na lista de celebridades mais procuradas dos paparazzis. Claro, ela poderia aposentar seu companheiro de longa data — se tornando uma dos muitos jovens que fazem seu caminho por L.A. com seus motoristas em seus SUVs pretos — mas, explorar a cidade em seus próprios termos não é algo que ela está disposta a desistir. “Em um certo ponto, você só tem que dizer: ‘OK, eu não vou deixar que outras pessoas digam como eu posso viver a minha vida’”, ela diz.

Heard, 27 anos, vem atuando profissionalmente há quase uma década — sua primeira e grande atuação foi num pequeno papel no filme Tudo Pela Vitória; em seguida, veio pequenas, mas memoráveis aparições como em Segurando as Pontas e Zumbilândia. Em 2011, ela foi a protagonista feminina em O Diário de Um Jornalista Bêbado, ao lado de Johnny Depp. Era o papel que mais de 20 atrizes de Hollywood ansiavam (Scarlett Johansson e Keira Knightley também fizeram o teste), e o burburinho a estabeleceu como uma it-girl na indústria cinematográfica. Robert Luketic (Legalmente Loira) escolheu Heard para ser a única protagonista feminina em Conexão Perigosa (2013), um suspense estrelado por Liam Hemsworth, Harrison Ford e Gary Oldman. Robert Rodriguez transformou sua companheira texana em uma rainha da beleza atiradora em Machete Mata (2013), a sua mais recente homenagem a Grindhouse. Seus personagens têm ambos o poder e a diversidade que todas as jovens atrizes cobiçam.

Manter sua vida amorosa de fora tem sido um pouco mais cansativo. Para aqueles que não estão atualizados sobre suas notícias via TMZ ou Us Weekly, Heard está namorando o protagonista de O Diário de Um Jornalista Bêbado, Johnny Depp. Ela não fala sobre o assunto: “Não é parte da minha vida profissional”, diz ela com firmeza. “Eu quero ser uma artista. Eu não quero ser uma celebridade”. Já que ela não é a primeira a começar com o discurso: “Ai meu Deus, eu sou famosa”, com Heard você tem a sensação de que ela realmente quer dizer isso: “Você pode encontrar fotos minhas [na internet] no posto de gasolina, pegando as roupas na lavanderia, andando com meu cão”, diz ela, “Mas em nenhum lugar você vai encontrar fotos minhas rondando algum clube noturno”.

Eu conheci Heard, para fazer a nossa entrevista, em West Hollywood, no restaurante Little Next Door. Ela escolheu o encantadoramente casual Little Next Door, irmão do restaurante francês de cinco estrelas ao lado; o vitral acolhedor e o teto escurecido de heras cria um rústico refúgio romântico. Ela dá uma olhada rápida no pátio antes de sugerir que entrássemos. “É onde eu normalmente me sento”, diz ela, apontando para um outdoor de quatro lugares ocupados no lado da rua cercado por um muro de arbustos. É o único lugar no pátio que alguém que estiver na calçada não poderá ver… E vulnerável aos paparazzis. Enquanto nos dirigimos a uma mesa tranquila na parte de trás, eu pergunto se ela tem outras estratégias para se manter longe dos holofotes. Ela ri, e diz a primeira de muitas farpas: “Você acha que eu vou dizer a alguém da mídia minhas estratégias para fugir da mídia?” (Artista: 1. Repórter: 0.)

Mais cedo naquele mesmo dia, eu estava na foto de capa. Em uma maquiagem pesada e um salto de cinco centímetros, Heard ficou assustadoramente linda, como uma vilã russa. Aram Rappaport, que dirigiu o filme em que ela foi protagonista, Syrup (lançado em DVD em outubro de 2012), disse que Heard tem um rosto que não precisa de truques técnicos: “Nós a expomos na Times Square usando apenas alguns efeitos de luzes. Mesmo com os mais belos atores, isso simplesmente não acontece”. O filme, baseado no romance de 1999 deMax Barry, é um conto moral da era moderna na indústria da publicidade. Heard interpreta Six, a encarnação viva do conceito “sexo vende”.

No jantar, a maioria de sua maquiagem havia desaparecido, o visual elegante de inverno foi trocado por uma confortável canga de algodão preta, jeans skinny escuro, botas de couro e alguns anéis robustos. Heard não faz questão de falar sobre sua aparência, pois isso sempre parece ter um efeito contrário, ela diz: “Alguém vai me fazer uma pergunta sobre minha aparência, como algo sobre o meu cabelo, e depois na revista parece que eu entrei e disse: ‘Sabe, o que eu realmente gostaria de falar é sobre o meu cabelo’”.

Rappaport disse que sabia que ele havia encontrado sua protagonista quando viu Heard na festa de aniversário de um amigo. “Ela estava sendo o centro das atenções e havia um enorme grupo, pessoas mais velhas e jovens, todos estavam fixos em cada palavra que ela dizia”, lembra ele. Heard estava debatendo sobre a validade de atores do sexo feminino no cinema. “Claro que todos nós podemos nomear asexceções”, diz ela, disparando a minha reação instintiva de cita Meryl Streep, Susan Sarandon e Kate Winslet… Em 10 anos. “Nós dois provavelmente estamos pensando nas mesmas cinco mulheres agora. Talvez nem mesmo cinco”.

Contestar é a expecialidade de Heard. “Eu nunca me interessava pelo que todos na escola gostavam”, ela diz lembrando seus primeiros anos na parte rural de Austin, Texas. “Eu odiava a ideia de ter aulas de dança na escola, odiava tudo o que estava acontecendo na cultura pop. Eu não tinha nenhuma noção do mundo das celebridades ou de Hollywood. Eu estava sempre lendo e ouvindo música. Os únicos cartazes que tive na minha parede foram Rosie the Riveter e Jimi Hendrix”. Quando adolescente, ela não sonhava em se tornar uma atriz apenas para ser conhecida no mundo. “Minha mãe sempre diz que se algo tiver rodas, eu fico obcecado por isso — carros, motos e aviões também. Eu estavasempre querendo ir a algum lugar”. Isso ela fez aos 16 anos, depois de completar seu ensino médio e gastar toda sua poupança no bairro dos Kinkos, ela começou uma curta carreira de modelo em Nova York, e odiou. “Ninguém estava interessado na minha opinião”, diz ela. Heardfez as audições e estreou em Tudo Pela Vitória em apenas alguns meses.

A maioria das atrizes anseiam por filmes ao estilo garoto-encontra-menina como base para projetos maiores, mas Heard diz que ela fez um grande esforço para ir por um caminho diferente, mesmo que significava-se ficar coberta por sangue falso pegajoso. “Pelo menos as personagens femininas em filmes de terror lutam para se salvarem. Elas não ficam apenas sentadas à espera de um homem para salvar o dia”, ela diz. Em 2006, Heard estrelou como a personagem título (Mandy Lane) no filme de terror Tudo Por Ela (em inglês, All the Boys Love Mandy Lane), que estreou no Toronto International Film Festival e lhe rendeu tração de contracultura. Heard também aceitou interpretar uma dos protagonistas na série de drama da NBC, The Playboy Club em 2011, baseado nos acontecimentos na década de 1960. Gloria Steinem criticou a série como “normalização da prostituição e da dominação masculina”, mas Heard esteve frente a frente com a mãe do feminismo moderno na mídia, dizendo na época: “É surpreendente [em nossa geração] quando “Steinems” do mundo nos criticam, eu acho, porque somos parte de uma geração de mulheres que não precisam escolher entre botas de combate ou um avental. Nós podemos fazer com saltos”.

Ainda descaradamente sexy, Heard tem mais dois novos papéis em sua lista. Conexão Perigosa é um suspense de espionagem sobre duas empresas rivais tecnológicas. Heard interpreta Emma. “Conexão Perigosa foi um roteiro interessante. Eu amo lidar com vários temas antigos como a ganância e o poder, mas é uma história muito moderna. Meu personagem, basicamente, teve que ser inteligente o suficiente para manipular o personagem de Liam Hemsworth. Sim, há cenas de sexo, mas não foi como se ela estivesse caindo aos seus pés”. Quando eu lhe pergunto se seus personagens usam sua beleza e sexualidade como uma forma de poder, ela diz que isso pode ser um desafio apenas para encontrar o papel certo — especialmente em Hollywood que é muito rápido para distribuir os papéis: “[O roteiro] não diz que esses personagens são ‘sexy’. Eu não estou pegando-os por causa disso”, diz ela. “Eu pego os papéis que são interessantes e que as personagens femininas sejam profundas. Eu estou trabalhando com o que eu tenho”. Eu brinco que talvez ela devesse ganhar mais para interpretar um monstro ou usar óculos. “Ha!”, diz ela. “Se fosse assim tão fácil!”

Ela disse que uma vez pediu para sua assessora colocar os roteiros que descrevam a personagem como “bonito” ou “sexy” no fundo da pilha, a menos que haja casos especiais… Como é com o seu outro próximo papel, em Machete Mata. “Robert [Rodriguez] entendeu que esse papel foi totalmente perfeito para mim. Ela é a Miss San Antonio, mas ela tem um outro lado”, diz Heard. Ela quer dizer que ela subiu a temperatura do Texas, e, aliás, é o que ela sempre faz. Heard, que cresceu caçando com seu pai que é um empreiteiro comercial, possui várias armas de fogo e já visitou lojas de armas em L. A. “A posse de armas precisa ser regulada, não proibida”, diz ela. Heard não é facilmente intimidada — em apenas alguns anos ela já trabalhou com vários titãs do mundo cinematográfico, como Nicolas Cage e Kevin Costner, juntamente com Depp, Ford e Oldman, que teria a maioria dos ingênuos na porta de seu trailer, mas, diz ela, “Eu sempre olho para isso como parte do meu trabalho”. Conhecer seus autores favoritos — ela cita George Orwell eChristopher Hitchens — seria mais provável deixá-la nervosa eintimidada. Ou se Salinger voltasse dos mortos, ela adora ‘O Apanhador No Campo de Centeio’ e se identifica com a sua infame heroína: Holden Caulfield. Robert Luketic, o diretor de Conexão Perigosa, ficou impressionado com o desejo de Heard por conhecimento. “Amber simplesmente devorava todos estes livros durante as gravações. Eram coisas que eu nunca leria — livros sobre políticas sociais do Chile nos anos 60 e 70.” Luketic relembra uma noite em Nova York, quando foi jantar com Heard e Ford. “As coisas que saiam de sua boca, e Harrison olhava para mim e dizia: ‘Wow’.” É claro que, quando se trata de co-estrelas com uma determinada diferença de idade, há uma certa disputa.

Eu: “De todos os atores que você já trabalhou, há alguém com quem você já teve uma química realmente incrível?”
Heard: “Você realmente não espera que eu responda isso, não é?”

Ela não irá falar de sua relação com Depp, assim como seu relacionamento anterior de quatro anos com a fotógrafa Tasya van Ree. (Eu pergunto se ela ainda se identifica como bissexual. “É tão estranho para mim que todo mundo se preocupa”, diz ela. “Talvez você goste de loiras agora, mas talvez você estará com uma morena no futuro. Eu simplesmente não entendo essa ideia de que temos de escolher um ou outro”. Ela e Depp causaram um escândalo quando foram fotografados de mãos dadas em um show dos Rolling Stones. Ela o acompanhou nas estreias internacionais de seu último filme, O Cavaleiro Solitário: Eles jantaram em Moscou e em Londres, passearam em Berlim e esteve com os filhos de Depp no aeroporto de Tóquio. Heard diz que falaclaramente quando os repórteres estão perguntando sobre ele sem realmente perguntar sobre ele. Será que ela acha isso engraçado ouapenas irritante? “Bem”, ela diz: “Eu estou rindo de você, não é?”. Tal desafio poderia parecer mal-intencionado, mas a franqueza e oraciocínio rápido de Heard são atraentes. Onde algumas celebridadespediriam para sua assessora “dar um jeitinho”, Heard pode fazer isso ela mesma, e não é tão difícil que ela não possa ter empatia com algum jornalista que tem que pelo menos tentar obter o que deseja. (É fácil ver por que até mesmo Você-Sabe-Quem se sentiria atraído por ela).

Heard diz que o escrutínio pode ser frustrante, mas é totalmente fora de seu controle. Ela encolhe os ombros: “Eu acho que se eu não pudesse ficar de mãos dadas com quem eu quero, mas que tipo de vida seria essa? Eu não quero mudar só porque as pessoas estão vendo. Eu sempre fui a pessoa que diz o que quer”. Deixe os blogueiros postar e tweetar tudo o que eles quiserem: Como seu carro clássico, demonstrações públicas de afeto que são, para Heard, inegociáveis.

Tradução e Adaptação: Equipe AHBR

Publicado por Karla Nogueira em 22 de February

Um coquetel de charme e desafio, Amber Heard chega para a entrevista como uma bola de energia. Ela está usando botas grossas de salto alto e um vestido creme, com os braços estridentes com pulseiras e os dedos sob o peso de anéis de ouro.

A mulher de 29 anos de idade, com lábios escarlate e olhos felinos-verde, é uma visão impressionante. Não é de se admirar que ela cativou Johnny Depp, sua co-estrela no filme de 2011, Diário de um Jornalista Bêbado.

Ela e Depp estão juntos desde junho de 2012 e se casaram no ano passado. Apesar de qualquer pensamento de que Heard esteja ‘montando em suas costas’, essa ideia desaparece rapidamente assim que você a conhece.

A nativa de Texas vem atuando há mais de uma década, mas 2015 foi um ano de transições profissionalmente. Depois de um papel como protagonista em Magic Mike XXL, como a fotógrafa que encanta o stripper Mike, interpretado por Channing Tatum, agora ela está se alinhando no filme de Tom Hooper, A Garota Dinamarquesa.

O filme, que tem como parte do elenco as estrelas Eddie Redmayne e Alicia Vikander nomeados para o Globo de Ouro, conta a história verídica de Lili Elbe (Redmayne), que viveu a primeira parte de sua vida como um homem e tornou-se a primeira pessoa a receber a cirurgia de mudança de gênero. “Você simplesmente sabia por volta da página quatro – provavelmente até antes – que aquilo era especial”, diz Heard, que aproveitou a chance de trabalhar com Hooper, o diretor britânico de O Discurso do Rei.

Heard interpreta Ulla Paulson, um artista e amiga de Einar e sua esposa Gerda (Vikander). “Ulla é toda sobre liberdade”, diz Heard. “Ela é muito espirituosa. O que ela realmente se preocupa é com o ser humano em si, e não o superficial dele. Ela é uma pessoa progressista, à frente de seu tempo. Nós percebemos o quão interessante que a amizade deve ter sido para ela e quão especial ela deve ter sido para ser capaz de fazer isso. E eu gostava dela fazer parte desse movimento, o início desse movimento de gênero”.

Enquanto o filme foi criticado por sua abordagem de grande bom gosto, programas de televisão como Transparent, Orange Is the New Black, filmes como Tangerine e pessoas como Caitlyn Jenner aumentaram a sensibilização para as questões dos transexuais.

“É uma prova que nossa cultura está pronta para esta conversa e nós, como uma sociedade, estamos interessados nessas histórias”, diz Heard. “Eu acho que é sobre o tempo. Não é por acaso que a maioria das pessoas nunca ouviu falar deste pioneiro extraordinário. Há uma razão para isso, e esta comunidade tão marginalizada, esquecida e omitida está finalmente vindo à luz. Nós estamos prontos para ser o farol que ilumina.”

Heard sofreu preconceitos em relação à sexualidade, em vez de gênero. Ela se assumiu bissexual em 2010, depois de um relacionamento com a artista Tasya van Ree. “Eu não quero ter que negar minha sexualidade, porém também não quero que a minha pessoa seja definida só por conta da minha opção sexual.”

“A única maneira de conseguirmos a mudança em uma direção positiva, no sentido de aceitar as pessoas pelo que elas são é olhando além dos meios superficiais, em vez de ser vítima de nossos preconceitos e nossos instintos tribais, a única maneira que nós temos para superar isso, é se familiarizar com esse assunto, expor isto a todos”, ela me diz. “Eu já disse isso antes, mas dependendo da educação que você recebe, isso se torna o antídoto para o preconceito.”

Em relação à falta de papéis decentes para as mulheres em Hollywood, ela diz: “Eu sou uma mulher… eu começo a rir algumas vezes,” ela dá de ombros. “Caso você não tenha notado, vá ver um filme agora e me diga se a maioria dos papéis para mulheres tem falas que sejam realmente convincentes.” Alicia Vikander observou que em seus últimos três filmes, ela não tinha uma cena com uma mulher de verdade. “Eu tive uma experiência semelhante.”

Mesmo para uma atriz em sua faixa etária, as opções são estreitas – muitas vezes apenas “estereótipos demais e uma concorrência gigante”, como ela diz. “Porque há poucos papeis para uma concorrência tão feroz e qualquer coisa que seja liderada por uma mulher não será financiada.”

“Então, esses filmes são tipicamente sub-financiados e com um sub-orçamento. Os cineastas são 90 por cento do sexo masculino, por isso não temos uma perspectiva mais equilibrada dos seus contadores de histórias. Estamos muito atrás neste meio possivelmente progressivo”.

Heard chama o sistema de “muito injusto” em relação ao sexismo. “É preciso não apenas atores e atrizes perceberem isso. Eu vou mostrar para todos um filme dirigido por um elenco feminino ou com foco na vida feminina ou elementos da perspectiva feminina. Mas para isso acontecer. eles têm que estar interessados em mudar – o sistema de filmes financeiros tem de mudar.”

Publicado por Nora Bueno em 2 de January

O furacão que foi a jordana do Texas para Tinseltown, soa como um conto de fadas. Não se esqueça da parte em que ela casa com Johnny Depp. Aqui, o mulherão de 29 anos revela que, por trás daqueles olhos sedutores, existe uma mulher confiante e pensativa.

Se há uma coisa que se deve saber sobre a atriz Amber Heard, e talvez você já saiba, é que ela dirige um Mustang 1968. Bem, ela não o dirige com frequência porque regularmente está viajando para lugares muito distantes (recentemente em Londres a trabalho, embora ela prefira dormir na sua própria cama em LA) e às vezes na oficina (onde ela está no momento da entrevista). E de vez em quando, ela pega um carro alugado para que não seja um alvo óbvio dos paparazzi, o que é algo que acontece sempre desde que ela se casou com Johnny Depp no início deste ano.

Mas Heard é parcial quanto ao Mustang, ela o restaurou por completo e ele também a faz lembrar de crescer em Austin. “Os carros clássicos são uma das coisas mais importantes e interessantes na minha vida”, explica ela. “Eles são complicados, mas também são cheios de personalidade. Eles têm suas próprias peculiaridades e problemas. Você tem que ter coragem o suficiente para improvisar. Mas, para amá-los e respeitá-los adequadamente, você tem que lutar contra eles.”

Em muitas maneiras, o Mustang é como a linda atriz: tem provado ao longo de seus anos de modelo para a Guess à curta duração do drama da NBC, The Playboy Club, em suas recentes núpcias, que ela desempenha por si mesma um conjunto de regras.

Em sua adolescência, após a morte de um amigo próximo, ela se declarou ateia. Decidiu que não podia mais ficar no Texas e se mudou para Nova York para seguir a modelagem, o que levou ela a um pequeno papel no filme Friday Night Lights. Avançando rapidamente uma década mais tarde, ela retorna para casa um par de vezes por ano para ver a família e fazer passeios de cavalo com seu pai: “Eu mal podia esperar para deixar o Texas quando eu era jovem e então sai dali o mais rápido que pude, mas à medida que envelhecemos, você pode apreciar estas coisas um pouco mais.”

Quando ela foi colocada em frente a Jesse Eisenberg em 2009 para Zombieland, a mesma fez o diretor Ruben Fleischer prometer que ela não seria uma zumbi sensual, mas sim uma verdadeira zumbi, ou seja, muita feia e brutal. No ano seguinte, em um evento do GLAAD, ela anunciou que era bissexual, e por algum tempo esteve em um relacionamento com Tasya van Ree. Em fevereiro, depois de um noivado de um ano, Heard casou com Depp, o qual ela conheceu enquanto fazia O Diário de um Jornalista Bêbado.

“Eu nunca me esquivei de qualquer coisa que eu quisesse fazer porque era algo difícil”, diz Heard. Isso inclui aprender a fazer piruetas e plié para o seu mais recente papel como uma bailarina de 1920 em Copenhagen no novo filme de Tom Hooper, A Garota Dinamarquesa. Embora muitas de suas cenas de dança tenham sido editadas no serviço do enredo do filme, Heard ainda está feliz que por ter treinado oito semanas antes das filmagens. “Foi realmente divertido e ajudou a estabelecer a fisicalidade do personagem”, diz ela. “Eu sou uma atriz, não uma dançarina. Meu interesse está no desempenho. Havia sempre alguém dizendo que essas cenas não estariam no filme, mas eu queria fazer de qualquer maneira.”
No filme, que chega aos cinemas este mês, Eddie Redmayne interpreta o pintor Einar Wegener, um dos pacientes de cirurgia de redesignação de gênero. A esposa de Wegener, Gerda, interpretada pela atriz sueca Alicia Vikander, esforça-se com a solidão e a confusão que resulta do desejo de seu marido para alternar os sexos.
Quando viu pela primeira vez o roteiro, alguém lhe disse que o projeto “não era certo para mim”, lembra ela, “então eu sabia que tinha que faze-lô.” Heard desempenha uma dançarina chamada Ulla, que posa para Gerda Wegener, também uma artista, e quando ela está atrasada para uma sessão, Einar coloca os sapatos e meias de Ulla… e então é aí que a coisa se complica.

“Como mulher, eu não sei o que eu faria se fosse casada com esse homem, mas eu não também não sei o que faria se eu fosse o personagem de Eddie. Isso é uma espécie de ponto de vista”, diz Amber, que foi particularmente afetada pela narrativa. “Eu vivi sob um microscópio e sei como é se sentir ao ser diferente, e preocupar-se com quem você realmente é e como não vai ser aceita.”
A Garota Dinamarquesa não tem apenas papéis fortes para as mulheres, como também para seus atores do sexo masculino. “Mulheres…”, ela explica, “são tão grosseiramente sub-representadas neste meio. A maior parte para atrizes”, ela continua, “são rebaixados para caixas limitadas estreitas, e ou você é sexualmente viável ou você não é. Mas enquanto não começarmos a pegar nossas canetas, câmeras e encontrar uma maneira de fazê-lo por nós mesmas e provar que o sistema está desatualizado, então nada vai mudar.”
Será que ela não acha que seu marido, um dos atores mais importantes de Hollywood, poderia ajudar a fazer mudanças para as mulheres no mundo do cinema? É algo que eles conversam?

“Sim”, revela Heard, escolhendo cuidadosamente suas palavras, com medo de divulgar muito sobre o relacionamento deles. “Eu acho que ele precisa de pessoas como ele, que têm a capacidade de mudar e desafiar este sistema muito velho e cansado. Eu e ele estamos procurando nossas próprias maneiras de fazer isso. Eu quero vê-lo ficar por trás das câmeras.”

Heard diz que não está pronta o bastante para fazer isso sozinha. No momento ela está mais interessada em encontrar projetos fortes do sexo feminino, histórias que não rebaixam e desmoralizam as mulheres para funções objetivadas, e sim mais interessada em representações adequadas da vida feminina em nossas complicações do dia.

E, aludindo provavelmente a um ensaio recente por Jennifer Lawrence, que se queixou sobre a disparidade salarial entre os gêneros no American Hustle, Heard acrescenta: “Quando eu dirigir meus filmes, eu vou pagar às mulheres tanto quanto eu pago aos meus atores masculinos.”

Enquanto isso, você pode encontrá-la dirigindo seu Mustang, ao qual ela se recusa a renunciar, não importa o quão difícil pode ser às vezes.
“Nós estamos em uma relação de amor e ódio, mas eu não vou desistir do meu bebê”, diz Heard. “Eu quero a minha liberdade.”

Confira também o photoshoot completo da Amber para a revista:

Publicado por Nora Bueno em 3 de November

A deslumbrante atriz de 29 anos, também conhecida como a senhora Johnny Depp, abre-se sobre a vida com seu marido estrela de cinema, desafiando estereótipos e por que ela está gostando de envelhecer.

Como uma atriz independente, Amber Heard surpreendeu a muitos quando ela se casou com seu amor de cinema, Johnny Depp – a quem ela conheceu durante as filmagens de O Diário de um Jornalista Bêbado em 2011 – no início deste ano. Mas, para a Texana de 29 anos, isso é tudo parte de ser uma mulher independente.

“Estar casada não significa desistir de sua liberdade, esta é uma escolha que você faz para compartilhar sua vida com alguém. Ao mesmo tempo que me sinto livre, ainda continuo sendo muito feliz no casamento”, diz ela.
E parece que Amber não precisa se preocupar em viver à sombra de uma das maiores estrelas de cinema do mundo. Atualmente em tela com Magic Mike XXL, a modelo da vez tem vários projetos pela frente, incluindo o drama biográfico The Danish Girl, a qual o vencedor do Oscar, Eddie Redmayne, estrelará como Lill Elbe, uma das primeiras pessoas a realizarem uma cirurgia de redesignação de gênero. Ela também vai estrelar o thriller policial, London Fields (em que Johnny tem uma participação), além de When I Live My Life Over Again com Cristopher Walken e Adderall Diaries com James Franco.

Amber, como você se sente em ser um espírito livre?

Eu sempre fui uma pessoa muito curiosa e mente aberta. Isso é o que me motiva na vida. Acho que o meu senso de independência e determinancia que fizeram eu me definir melhor. É também a qualidade que eu acho que atrai algumas pessoas para mim.

Você já se acostumou a estar mais no centro das atenções desde que você casou com Johnny?

Espanta-me quando eu penso sobre tudo que está sendo relatado sobre mim e meu casamento. Eu nunca li essas histórias por mim mesma, mas meus amigos me mantem informada sobre todas as fofocas. Provavelmente eu estarei grávida e me divorciando quando esta entrevista for ao ar.

Como é a vida de casado?

Estou muito feliz. O casamento não tem mudado nada entre nós. Nos conhecemos muito e desfrutamos do nosso tempo juntos. Eu não acho que o senso de quem você é sofre muitas alterações quando você está em um relacionamento ou casamento. O que é bonito é que você é capaz fazer e aprender mais sobre outra pessoa e isso aprofunda sua compreensão um do outro.

Sua carreira parece estar crescendo.

Estou muito feliz que eu tenha sido capaz de trabalhar com atores como Eddie Redmayne, Christopher Walken e James Franco. Quando você encontra-se entre os grandes talentos, você experimenta um tremendo sentimento de satisfação, isso ajuda aumentar a suas experiências também.

The Danish Girl vai atrair muita atenção para o tema transgênicos…

Isso é uma questão que está ganhando mais e mais atenção e vai ajudar a comunidade transgênero com o enigma social e sexual ligada a questões de gênero. A identidade de gênero não era um grande problema em épocas gregas e romanas, onde noção de gay ou hétero não foram tão rigidamente definidos como agora. Um filme como este pode quebrar um monte de estereótipos e equívocos – e Eddie apresenta um desempenho incrível.

Como você se sente sobre fazer 30 anos no próximo ano?

Eu mal posso esperar para completar 30 anos porque a cada ano que passa eu me sinto melhor sobre quem eu sou. Estou cada vez mais confiante e consciente do que eu quero realizar. É um sentimento bom. Eu tento seguir meus instintos e ver onde isso me leva. Eu gosto de ser uma mulher assertiva e auto-confiante, que não acredita em se conformar com todos os mitos e estereótipos que restringem nossa liberdade.

Atuar foi algo que você escolheu como uma forma de libertação pessoal?

Em primeiro, atuar e modelar – o que eu fiz quando eu ainda era adolescente – foi algo que me permitiu escapar vivendo no meio do nada, no Texas. Mesmo que Texas seja um estado grande, eu me sentia presa. Então, mesmo que eu não estivesse legalmente autorizada a trabalhar nos sets de filmagem porque eu não tinha 18, eu fiquei forjando a assinatura dos meus pais e carregando identidades falsas para que eu pudesse ser contratada. Eu estava desesperada para viajar e explorar o mundo.

Você já tinha deixado a escola aos 16…

Eu mal podia esperar para sair dessa tensa escola católica para meninas. Eu estava muito inquieta e desesperada para estar na estrada e viver minha própria vida. Atuar foi meu meio pessoal de não apenas ganhar a vida, mas também de me permitir a viver como um nômade e viajar o máximo que eu podia. Gosto da sensação de liberdade que vem de trabalhar em um filme após o outro, e apenas sentindo essa incrível corrida que vem desde a criação de seu próprio filme na estrada.

Você vive por algum um princípio ou lema?

Eu sempre quis estar no comando de onde estou indo e ser o mestre do meu destino.

Publicado por Nora Bueno em 22 de August