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Heard é a capa de dezembro da revista GQ Austrália e nela contamos com um ensaio fotográfico incrível, juntamente com mais uma das ótimas entrevistas da Amber, confiram:

São 2h da tarde, um domingo em Gold Coast e Amber Heard está listando os vários motivos do porquê ela ama a Austrália. Penfolds Grange lidera a lista. “Eu amo vinho tinto.” diz Heard, “É o meu hobby, não ligo para o que os outros digam”

Vamos voltar 2 anos: Heard tinha acabado de ser expulsa do país por Barnaby Joyce (não pessoalmente, apesar de ele ter uma história de fanfarrão) por trazer Pistol e Boo ilegalmente pela imigração. Então, só para começar, já é uma surpresa ela estar na Austrália, ainda mais ela estar se apaixonando pelo lugar.

Ontem ela encerrou as filmagens de Aquaman, que sinalizou o fim de um trabalho de 7 meses. Elenco e equipe celebraram juntos com muitas garrafas de Grange e uma boa quantidade de Guinness também.

Profissionalmente, Liga da Justiça e Aquaman fazem de 2017 o ano mais produtivo da carreira de Amber. Desde seu divórcio e disputas legais que foram finalizadas com o ex-marido, Johnny Depp, em dezembro, houve muita atenção voltada para sua vida privada. Mas, através das adversidades, ela mostrou um tipo de força que inicia revoluções. Ela se posicionou firmemente quando outros se esquivaram.

No mês após nossa sessão fotográfica com a atriz de 31 anos, em LA, as inimagináveis acusações se concretizaram. Devido aos seus próprios problemas com Depp, não é surpresa alguma que essas manchetes estejam perturbando Heard. Mas ver mais e mais mulheres se defenderem e virem a público com os abusos que sobreviveram, assim como ela fez, é empoderador.

Com Amber, você pode ter certeza de algumas coisas. Primeiro, sempre vai haver faíscas em volta da texana – para usar suas palavras “eu nunca me esquivo da oportunidade de acender fogos de artifícios”. Segundo, seu senso de humor imoral está sempre por perto. Ela referencia The Rum Diary como “obviamente” seu filme favorito em que já trabalhou (foi quando ela conheceu e se apaixonou por Depp), e sua série de tweets a Barnaby Joice, oferecendo-lhe uma caixa de kiwis no auge do escândalo de sua cidadania, foram nada menos que ações de um gênio cômico.

Aqui está uma conversa sincera com a Mulher do Ano da GQ 2017, a senhorita Amber Heard.

Como tem sido seu tempo na Austrália?

“Tem sido maravilhoso. Eu tive má sorte visitando a Austrália no passado (risos) então é meio que uma visão do senso de humor negro do destino que eu recebesse o mais longo projeto da minha carreira profissional alocado aqui. No fim, foi uma benção porque me deu a oportunidade de realmente me apaixonar pelo lugar e refletir sobre a quantidade de sorte que eu tenho tido até agora.”

Então agora que tudo está resolvido com Barnaby Joice, você se mudará para Gold Coast?

“Babe, eu moro aqui. Esse é o filme que nunca termina e eu estou lentamente desistindo da noção de que nós algum dia o finalizaremos.”

Você estrelou em comédias, dramas, suspenses e agora você está prestes a estrelar como uma super-heroína em Liga da Justiça.

“Sim, é um território que eu ainda não havia atravessado. Então estou animada por ter a oportunidade de explorar um novo gênero e uma nova fã-base. Quando você está filmando diferentes gêneros de filme, as diferenças entre eles não são tão notáveis quanto se imagina. Por exemplo, soa estranho mas não é tão diferente filmar uma comédia e um filme de terror. Onde você sente a diferença é com os fãs. Fãs de quadrinhos são inerentemente diferentes do público mediano. Eles trazem uma forma especial de entusiasmo e energia com eles e eu tenho sorte e estou animada para não só para adentrar um novo tipo de filmagem mas para saber a reação que o filme promoverá nas pessoas. Essa é a verdadeira diversão.”

Porque filmes de super-heróis estão tão populares agora?

“Porque eles refinam o melhor e o pior da humanidade. Nossos heróis são a concentração de todos os elementos que fazem os humanos se sentirem durões. Tipo, o que faz os homens serem tão incríveis.”

“No final de um projeto, é legal ter algo nítido, real para ver?”

“Sim, mas eu não sou do tipo que gosta da apreciação atrasada. Eu gosto de sair segurando o prêmio, sair com o resultado em mãos. E é difícil ter que esperar um ano para poder assistir o resultado final do seu esforço.”

Você trabalhou com Nicole Kidman neste filme – como foi essa experiência?

“Nicole é uma das pessoas mais maravilhosas que eu já tive o prazer de conhecer. Ela só esteve aqui por um curto período de tempo, mas nesse tempo, eu pude conhecê-la muito bem. E ela é apenas a pessoa mais sensível, inteligente, real, pé no chão, sofisticadamente maravilhosa que você poderia esperar. Quero dizer, ela é uma pessoa incrível.”

E um outro ser humano incrível, Jason Momoa, ele parece ser uma absoluta lenda também.

“Absolutamente. Quero dizer, tente se divertir mais.”

Outro dia ele foi bastante criticado por um comentário que ele fez durante seu tempo em Game of Thrones. Ele veio e assumiu total responsabilidade. Por que mais homens não podem ser como ele, nesse sentido?

“Bem, eu não sei. Mas tudo o que posso esperar é que nós continuemos a forçar nossa consciência coletiva mais e mais em direção à justiça e equidade. E, coletivamente, eu acredito que essa pareça ser a tendência. Eu só posso esperar que nós continuemos a examinar publicamente nossos padrões e expectativas para como abordamos o assunto. E, especialmente, como lidamos ou aceitamos as pessoas que se posicionam criticando o status quo. Como nós lidamos com mulheres que vêm e falam “isso aconteceu comigo”. Como tratamos sobreviventes de abuso ou mulheres em geral. Só posso esperar que nós continuemos a analisar como aceitamos mulheres na cultura pop.”

Considerando tudo que está acontecendo em Hollywood com Harvey Weinstein, estar aqui na Austrália tem sido como uma pausa disso tudo?

“Sim. Uma pausa, de fato, eu tenho aproveitado a exaustão de trabalhar nada menos que 16h por dia. Com a cabeça baixa, cê sabe, no meu traje spandex salvando o mundo como uma heroína o faz. Tudo o que posso dizer é que estou grata pelo trabalho e por estar longe e separada do drama que está acontecendo em Hollywood. Estou longe de casa, mas em um lugar onde me sinto em casa, como um segundo lar. E estou passando muito tempo conhecendo a equipe. Acho que estou me apaixonando pelo ponto de vista da Austrália. Têm sido incríveis 7 meses. Conheci pessoas tão maravilhosas e estar aqui tem sido um presente de sorte.”

Mas deve ser devastador ver todas as histórias que estão vindo a tona e sendo reveladas, no momento. Como isso tudo tem se mantido em segredo por tanto tempo?

“Você coça a cabeça imaginando porque as mulheres passam por esse tipo de sofrimento, na maioria das vezes em segredo. Quero dizer, apenas olhe para como nós tratamos essas mulheres quando elas vêm a público? Nós temos uma longa história de desmantelar e desacreditar mulheres com facilidade em um palco público. Então, você pode entender porque pode ser tão intimidador dizer qualquer coisa, quer você seja homem ou mulher. É um clube também, um mundo pequeno. E, eu imagino que sendo tão pequeno, cria uma certa postura.”

Por que você acha que, nessa ocasião, as pessoas se pronunciaram?

“Eu não sei. Eu não faço ideia.”

Você acha que precisou algo como o Trump ser presidente para as pessoas se posicionarem contra a misoginia?

“Bem, eu acho que em um movimento, qualquer que seja, é necessário haver uma imprudência maior de mesmo peso para que realmente consiga aguentar.”

Considerando tudo pelo que você já passou, é difícil apreciar o fato de que você é um modelo para jovens garotos e garotas?

“Eu me sinto incrivelmente sortuda por estar em uma posição em que eu possa servir como um tipo de ajuda. Às vezes é um fardo considerar que sua vida não é mais apenas sua e não é privada. Pode ser difícil saber que você não pode funcionar ao todo – que a anonimidade não é mais um objetivo válido e suas ações e palavras, quer sejam ditas em um tapete vermelho ou nos mais íntimos cantos da sua vida pessoal, não são mais apenas suas. Essa é uma descoberta difícil de se ter. É algo sério mas você cresce e segue em frente, e colocado na balança eu considero toda a incrível sorte que eu tenho por estar nessa posição. É difícil ficar mal com isso por muito tempo.

É inconfortável as pessoas te chamarem de corajosa ou de inspiração, essencialmente por você se posicionar sobre o que você acredita?

“Você já conheceu alguma mulher na vida? É claro que eu não me importo. Eu amo isso! Eu sempre tento fazer minhas coisas honestamente e fazer o que é certo. Tudo pelo que eu me empenho na vida é nunca sofrer a tentação de tentar ser popular, querida, aceita. Isso nunca está perto do meu desejo de viver uma vida honestamente, com dignidade e orgulho. E eu não seria capaz de fazer isso se eu não estivesse vivendo honestamente, então eu nunca tive a tentação de viver de qualquer outra forma. Apesar do quão impopular meu posicionamento possa ter sido ou alguma postura que eu tenha tomado, eu o fiz com conhecimento disso. Não importa o quão impopular ou insustentável minhas decisões tenham sido, nunca foi tentador o suficiente viver de forma desonesta.”

Você já trabalhou com Charlize Theron e Nicole Kidman, assim como novos talentos, como Cara Delevigne. Como é trabalhar com essas mulheres maravilhosas?

“Eu me sinto muito sortuda de poder me inspirar por tantas mulheres. No meu trabalho, isso muda bastante, para o melhor. Eu tenho tanta sorte de estar viva agora, e poder dizer, honestamente, que eu posso olhar a minha volta e minhas colegas estão fazendo coisas inspiráveis e mulheres no meu meio – como Angelina, Charlize, Nicole, ou mais novas, como a Cara – não estão satisfeitas apenas indo para casa ao fim do dia ricas e famosas. Elas estão fazendo coisas coisas com suas vidas para mudar o mundo para suas filhas e deixar-lo um pouco melhor do que era quando elas tinham essa idade.”

O que feminismo significa para você?

“Feminismo é como religião – é um daqueles conceitos traiçoeiros que podem ser apenas o que você quer que seja. Você tira dele o que você quer. Ou o que você adiciona. Dependendo do contexto, da conotação, o feminismo pode mudar drasticamente. Eu amo ser mulher. Eu sou 100% mulher porque me identifico dessa forma. Eu sou uma mulher, então quero ser única. Equidade é a melhor forma de olhar para o assunto.”

É justo dizer que existe uma falta de bons modelos homens, em nossa atualidade?

“Não, eu não diria isso. Eu acho que o protótipo da humanidade ou masculinidade num sentido tradicional está sendo desafiado. Está sendo lentamente corroído, e nessa corrosão está delimitando e separando alguns elementos que caracterizam a masculinidade em um canto isolado. No isolamento eles se auto-ajustam. Nós vemos traços marginais da “masculinidade típica” projetadas em alguns atores. E no palco público, eles incorporam características super específicas da masculinidade sem uma representação completa do homem, não apenas na ficção, nos filmes, na arte, na televisão mas também nas figuras públicas.”

Quem são seus modelos de inspiração masculinos?

“Eu acho que ainda estou cultivando uma queda pelo Obama. Estou tentando me livrar disso, mas estou tentando ficar aberta a outras possibilidades.”

Um homem que definitivamente está quebrando essa barreira em termos de ser uma inspiração é Elon Musk. Por que mais homens não podem ter esse tipo “eu consigo” de atitude, como ele?

“Eu não sei, apontaria para o deficit de personalidade a quem jovens garotos possam se inspirar.”

Entendo. Mas com tudo que tem acontecido em Hollywood, você está torcendo para que isso seja o início do fim para o que tem ocorrido?

“Vou me posicionar dessa forma, eu estou nas linhas de frente, e planejo continuar nessa posição na luta para fazer com que as coisas mudem. Não tenho nenhuma expectativa de deixar minha espada de lado tão cedo.”

Scans:

Ensaio fotográfico:

Bastidores:

Bastidores:

 

 

Tradução & Adaptação: Equipe AHBR

Publicado por Nora Bueno em 16 de November

Alguma vez já assistiu o drama erótico Showgirls? Não assista. É amplamente considerado um dos piores filmes de todos os tempos. Essas 2h seriam muito mais bem gastas limpando sua sala de estar, acendendo uma vela e compreensivamente folheando esta edição e apreciando a adorável Amber Heard, em regalias completamente inspiradas por Showgirls. O drama da NC-17 foi a referência chave para o photoshoot da Allure. Alocado nos altos das colinas de Los Angeles, o set foi mais uma festa que qualquer outra coisa, e no centro estava Heard, coberta em cristais Swarovski das pálpebras até as têmporas.

“Meu rosto está ofuscante agora. Eu não tenho certeza de quantos olhares posso lhe dar”, ela disparou para o fotógrafo Daniel Jackson quando ele a mandou olhar em direção ao sol da Califórnia. A equipe riu e a câmera clicou. E talvez, apenas talvez, isso é o que faz Amber Heard a perfeita Showgirl: tão completamente divertida e completamente única. Cultish, sim, mas também um clássico instantâneo.

OLHOS (E LÁBIOS) IMPACTANTES

“A sessão foi pura fantasia” disse o maquiador Rony Soleimani. “Amber foi tão legal de me deixar colocar coisas por todo o seu rosto.” Coisas como chamas vermelho-vivo, cristais Swarovski e fitas de lantejoulas.

“Eu usei montes e montes de joias de uma loja de artesanato e cristais brilhantes como delineador”, disse Soleimani, que também se uniu com Amber devido ao amor de ambos por batons vermelhos. Eles foram incorporados em cada look: “eu usei um batom marte azul-avermelhado por todo lugar e um laranja-avermelhado líquido no meio para dar uma iluminada”. O rabo de cavalo liso alto foi obra do cabeleireiro Didier Malige – o complemento perfeito para a chamativa maquiagem.

Meu ex-namorado e eu tivemos uma briga na frente de Amber Heard, e ela ficou do meu lado. Calma aí, calma aí. Deixe-me começar de novo.

Estou em Los Angeles para conhecer a atriz para o almoço. O almoço padrão de celebridades. O arranjo é bastante rotineiro: recebi 90 minutos para conhecer uma atriz famosa, falar sobre seu papel em em Liga da Justiça e Aquaman, conhecê-la, conhecê-la bem e, por último mas não menos importante, definir seu personagem e transmitir quem ela é como um humano em 3.000 palavras ou menos. Redutivo? Absolutamente. Realmente viável? Eu tive minhas dúvidas.

Heard está atrasada – tráfego na rodovia 101, você sabe como é – então eu tenho um copo de vinho pré-entrevista. Quando ela chega, escolhemos uma mesa lá fora e nos instalamos no anonimato aproximado de um pátio frondoso e sol ardente. Vestida com um vestido de linho preto e um chapéu preto, ela quase poderia passar despercebida. Quase. De perto, ela tem esse complexo de estrela de cinema brilhante que irradia fama. (Aprendi mais tarde que o brilho também é devido ao pó iluminador da Becca e ao corretivo da Chanel.) Ela usa muitos brincos – cinco em uma orelha, três na outra – e anéis e pulseiras e nada combina e é tudo legal, eclético, la vie bohème jumble. Desejo instantaneamente ser ela.

Além disso, sua mão direita é coberta por um enorme curativo branco. Então eu inicio com: “OiPrazerTeConhecerWTFAconteceuComASuaMão”. (Copo de vinho, estômago vazio, não julgue).

“Acontece que as árvores plásticas decorativas são quase tão inflamáveis ​​quanto as suas semelhantes orgânicas”, diz ela ironicamente. “Eu estou alugando um lugar na Austrália [enquanto filmava Aquaman], e tem uma dessas árvores – e minha assistente estava acendendo velas.” Pausa. “Eu gosto muito de fogo perto de mim.” (OK, leitor, eu sei o que você está pensando: ela estava falando literalmente ou metaforicamente? Eu não sei! Talvez eu soubesse! Eu meio que tive um palpite! Mas eu não podia dizer com certeza!) “Eu senti o cheiro de algo queimando, e no segundo seguinte a casa inteira estava cheia de fumaça negra”.

Heard ligou o modo super-heroína. “Estou correndo para a cozinha; Estou molhando toalhas; Estou gritando com as pessoas que estão soprando o fogo e piorando a situação. Havia pequenas piscinas de plástico derretido que coagularam – efetivamente, pequenas fogueiras debaixo da árvore. Consegui apagar o fogo rapidamente, mas o que não notei foi que a minha mão estava de baixo de uma fonte de plástico pingando. Achei que eram cinzas ou detritos. Eu basicamente me assolei.”

Então a história torna-se uma parábola: “Você sabe que está ficando muito bom em apagar incêndios quando percebe a ineptidão dos outros. Isso está começando a me preocupar. Por que eu sou tão boa nisso? Talvez não seja uma grande surpresa, meus amigos me chamam de Calamidade”.

Calamidade me deixa sentar com isso por um minuto, enquanto 10 mil perguntas se precipitam na frente do meu cérebro. É quando o garçom aparece. Ela pede um copo de 2015 Walt Santa Rita Hills pinot noir. Não vejo motivo para fazer cerimônia. “Que tal uma garrafa?”

Vamos pausar para uma breve recapitulação sobre Amber Heard, famosa atriz: ela é do Texas e mudou-se para Los Angeles quando tinha 17 anos. Seu primeiro papel principal foi em All the Boys Love Mandy Lane. Ela estrelou Drive Angry, com Nicolas Cage e The Rum Diary, com Johnny Depp. Este mês, ela interpreta Mera na Liga da Justiça e depois retomará o papel em Aquaman.

Para entrar na forma (insanamente boa) para Mera, “eu treinei com Gunnar Peterson aqui em L.A.”, diz ela. “Eu acordava, treinava, comia meu ovo cozido e um pouco de couve e depois ia treinar dublagem de ação ou artes marciais. Passava cerca de cinco horas do meu dia em treinamento. Para o meu próximo filme, eu deveria estar com calças de moletom.” Eu pergunto a Heard se ela já sentiu que tem uma vida absurda. “Eu tenho muito desse momento”, diz ela. “Quando eu estou suspensa no set, vestindo Lycra azul brilhante anexada a fios e equipamento e eu estou voando sobre o oceano e estou fazendo perguntas como ‘Já usei minha hidroquinese ou estamos falando em um bolha?” Sim, há muita fantasia. Mas também há realidade. Caindo sob fatos básicos sobre Amber Heard: ela era casada com Johnny Depp. Pretérito.

Se você já leu alguma coisa sobre a atriz de 31 anos nos últimos dois anos, além das notícias de sua recente separação com Elon Musk, você leu que ela foi vítima de violência doméstica em um relacionamento anterior, o que é uma maneira sutil de dizer que ela foi espancada. E quando seu marido é talvez o ator mais famoso do mundo, as coisas ficam complicadas. Que é uma maneira sutil de dizer torturante. Após negações e tentativas falhas de destruir a credibilidade de Heard, Johnny Depp lhe pagou US $ 7 milhões. Ela doou tudo para a ACLU e o Children’s Hospital LA.

Como uma pessoa famosa – e uma pessoa que experienciou violência doméstica – é incumbente que ela ajude os outros? Ela tem que usar seu poder para o bem?

“Eu não tenho que fazer isso; Eu preciso fazer isso. Se eu não tivesse uma plataforma, eu ficaria na minha?”, diz Amber. (Eu estou mudando para o seu primeiro nome agora, porque, fala sério, estamos falando de umas paradas sérias.) “Eu tenho um cérebro semi funcional e um sistema límbico semi funcional, e como um ser humano, é incumbente que eu faça do mundo um lugar melhor, de qualquer pequena e insignificante maneira. Sempre tentei fazer o que é certo. Usei tudo o que me deram. Eu tinha que melhorar para a próxima pessoa”.

Quando você está falando com Amber Heard, ela está incrivelmente focada; ela é uma ouvinte ferozmente profunda, como se ela estivesse olhando para sua alma. É fácil assumir uma conexão com ela. E sim, eu sei que é com isso que as estrelas de cinema ganham a vida, mas com ela parece tão real. Não há nada falso aqui.

O que quer que tenha acontecido entre ela e seu ex-marido, não é o que deu origem ao seu senso de justiça. “Eu apoio a ACLU desde os 16 anos”, diz ela. “Quando eu estava crescendo, meus amigos tinham cartazes do N Sync, enquanto eu, colecionava propagandas feministas da Segunda Guerra Mundial. Nossas mães e avós trabalharam para criar uma ilusão de ambiente confortável. Eu subestimei isso. Em comparação com outros lugares ou gerações anteriores, estamos indo bem. Sim, claro, há um pouco de sexismo aqui.” Ela balança a cabeça em sua própria ingenuidade. “Eu estava tão errada. Eu estava errada para c*ralho”.

Não há como falar sobre misoginia ou feminismo sem abordar os acontecimentos atuais no país. Quer você ache que Harvey Weinstein, Donald Trump, Roger Ailes e Bill Cosby sejam predadores, super-predadores ou, você sabe, apenas … incompreendidos, você não pode negar que os direitos das mulheres são objeto de um diálogo nacional em 2017. Amber, como você pode imaginar, tem algo a dizer sobre isso.

“Antes do Assediar Chefe, antes do retrocesso que nós coletivamente tivemos como mulheres, eu já tinha tido meu próprio retrocesso. Eu já tinha percebido que as raízes da misoginia são muito mais profundas e muito mais onipresentes.” Apenas para deixar claro: Amber não está falando sobre a sociedade em geral; essa merda é pessoal. “Eu não percebi isso até cerca de um ano e meio atrás. Eu estava vivendo com a minha cabeça na areia porque estava fazendo comparações com outros lugares ou com o passado. Eu não havia percebido o quão longe estamos para haver igualdade. E, por igualdade, quero dizer, para ser justo.”

Sim, há pessoas que dirão: “Boo-hoo, a milionária atriz de Hollywood está triste – me dê um tempo”. E para essas pessoas, eu diria isso: ela nasceu pobre e, o que quer que tenha acontecido, ela chegou onde ela está agora. Ela tem tanto direito de ser uma pessoa ferida como qualquer outra pessoa. (Amber, se você estiver lendo isso, não chamei você de vítima. Não há uma gota de vítima nessa mulher.) Como ela diz: “Mesmas merdas, melhor mobília”.

Para lhe dar um tempo de falar sobre assuntos incômodos ou difíceis (algo que os melhores repórteres sempre tentam fazer), pergunto-lhe o que está lendo. Você quer saber o que ela está lendo? Atualmente, “Cleopatra: A Life”. Ontem, ela leu uma biografia de Catherine the Great. No dia anterior, ela leu uma história dos Romanov: “Eu sem dúvidas recomendo os Romanov. Você não pode criar uma ficção mais salaz, incrível e inacreditável do que a história dos czars.” Quem liga para a história dos czares, quando se tem uma mulher que lê um tomo de não-ficções históricas densas por dia. “Eu tenho muito tempo livre no set”.

Tudo bem, de volta ao salaz: ela se identifica como bissexual? Assim que a pergunta sai da minha boca eu me sinto como uma idiota. “Eu não me identifico como nada.” Por mais tentada que eu esteja para explicar a sexualidade de Amber, vou deixá-la fazer isso:

“Eu sou uma pessoa. Eu gosto de quem eu gosto. Acontece que eu estava namorando uma mulher, e as pessoas começaram a tirar fotos de nós caminhando para o nosso carro depois do jantar. Eu estava segurando sua mão, e eu percebi que tinha duas opções: eu posso soltar sua mão e, quando me perguntares sobre isso, posso dizer que minha vida privada é minha vida privada. Ou eu poderia não solta-la e assumir a situação.” Adivinha o que ela fez.

Foi quando o Complexo Industrial de Hollywood veio à tona.

“Todos me disseram: ‘Você não pode fazer isso.’ Eu atuei ao lado de Nicolas Cage [em um filme], e em outro com Johnny. E todos disseram: ‘Você está jogando tudo fora. Você não pode fazer isso com sua carreira.’ E eu disse: ‘Não posso fazer isso de outra maneira. Observe.’ Neste ponto, eu decidi com absoluta certeza nunca cruzá-la.”

“Eles apontaram para nenhum outro líder romântico atuando, nenhuma outra atriz, que tivesse se assumido. Eu não sai do armário. Eu nunca estive dentro. É limitativo, essa coisa LGBTQ. Serviu uma função de guarda-chuva para pessoas marginalizadas a quem os direitos eram negados, mas perde sua eficácia por causa da natureza variada da humanidade. À medida que nos tornamos mais educados e expandimos os fatos de nossa natureza, continuamos adicionando letras. Era um bom escudo, mas agora estamos presos por trás disso. É tão importante resistir aos rótulos. Não me importa quantas letras você adiciona. Em algum momento, vai soletrar NÓS SOMOS HUMANOS”.

Eu despejo mais vinho. Eu começo a ver Amber como minha sábia. Uma mulher com uma alma generosa e aberta; uma compatriota; uma colega viajante. Ela remexe sua bolsa à procura de seu bálsamo labial e não consegue encontrar nenhum. Ofereço-lhe o meu Yves Saint Laurent de cor Rouge Volupté Shine Oil-in-Stick Pronta Para Cuidar E Brilhar e Oh meu Deus, Como Este Nome Ainda Está Acontecendo. Eu digo a ela para ficar com ele. É o que os melhores amigos fazem.

“A igualdade não deve estar aberta a debate”, diz ela sinceramente. “Você apoia o tratamento igual de pessoas? Eu vou deixar você pensar sobre isso”, diz ela, o oposto de fervorosamente.

“A história tende a favorecer aqueles do lado certo. Quer se trate de direitos civis em 1962 ou sufrágio em 1914 ou direitos homossexuais em 2007. Todos esses debates pareciam específicos na época, mas se você voltar para a macro, há uma tendência: justiça. A justiça não é tão variada ou delicada quanto a fazem parecer. E à medida que a textura de nossa cultura muda, a [igualdade] se manifestará de maneira diferente em nossos debates”.

Já passamos bastante do tempo que nos estava reservado. Mais do que provável, há outra garrafa de pinot noir. Mas falando sério, quando você está tão próximo quanto nós, quando a conversa flui livremente, quando tudo tem fluidez, como se pode quantificar algo tão insignificante como garrafas de vinho? Até agora, estou certa de uma coisa: Amber Heard é minha alma gêmea. O que posso dizer? O coração quer o que o coração quer.

Atrás de mim, uma jovem vestindo uma longa e fluente saia laranja brilhante com saltos roxos entra no restaurante. Amber faz algo que nunca vi uma pessoa famosa fazer. Ela diz para a moça: “Eu adoro sua saia! Você está linda!”

É um bom momento, um gesto gracioso. E eu ressalto que nós, todas as mulheres, não nos elogiamos o suficiente, não falamos que somos lindas.

“É verdade. Nós não fazemos isso”, ela diz, pausando de uma forma que (eu estou aprendendo) significa que ela está prestes a discordar tacitamente. “Eu desde nova dizia: eu não quero ser a princesa. Eu quero ser o príncipe. Eu quero fazer as coisas divertidas. Eu preferiria ser corajosa ou inteligente do que bonita.”

Fácil para a menina bonita dizer isso, eu digo.

“Eles não são mutuamente exclusivos, meu rosto e meu cérebro. Nós temos essa abordagem medular para a humanidade. Nós separamos a alma do corpo.” Bem, nós fazemos e não fazemos isso ao mesmo tempo. Eu cito o ditado que você consegue o rosto que você merece aos 50 anos.

“Que honra crescer em seu rosto”, diz ela, “ter as coisas que não são efêmeras falarem mais alto”.

Há uma narrativa recorrente na vida de Amber. Eu chamarei isso de Problema de Adjetivo. Pergunto a ela, que já foi modelo, uma pergunta extraordinariamente trivial, mas crucial: ser chamado de bonita é problemático?

“Quando criança, ver as princesas em meus livros serem chamadas de lindas era frustrante. Encontrei a mesma frustração em Hollywood. Eu leio 5 a 10 scripts por semana, e 4 de 5 não têm mais nada a dizer sobre a personagem principal feminina. Sempre os mesmos adjetivos: bonita ou sexy ou alguma versão disso. Comecei a dizer aos meus agentes: Não me envie scripts onde o primeiro adjetivo na descrição feminina seja “linda”. E se o segundo for “enigmática”, jogue-o no lixo. A palavra “enigmático” significa sua história não importa. Eu caí nisso tantas vezes”.

Qual o primeiro adjetivo para a liderança masculina?

“Não há um – depende do filme e da história. E essa é a chave.” Sua voz cai, presumivelmente imitando como um roteiro soaria se ganhasse vida. “Áspero. O homem viu ação em seu dia. Ele está acostumado a dar ordens e não a obedecê-las.” Então ela é Amber novamente. “Existem essas descrições cheias de nuances do que seria chamado de personagem. As mulheres não têm o mesmo luxo. Quando eu cheguei aqui pela primeira vez, e sendo jovem e estando sozinha e com meu sotaque do Sul – acabei sendo tratada muito mais burra do que normalmente o tratam, o que realmente diz algo. Adoro ser chamada de inteligente, mas você pode imaginar dizer isso a um cara?”

É quando o ex-namorado (também minha carona) chega para me buscar. Só que não tenho planos para deixar esta mesa nunca. Que é como eu chego em um momento muito estranho: brigando com um ex que, até o dia anterior, eu não tinha visto em 18 anos, enquanto uma atriz famosa interpreta árbitro.

Alex: (neste momento, vou dar-lhe um nome): “Você está zangada porque chamei alguém de buceta.”
Eu: (lembrando por que terminamos): “Eu não aceito gírias referentes à anatomia feminina como sinônimos de fraqueza. Amber, você já disse isso?
Amber: (diplomática, mas decisiva e amável em todos os sentidos) “Meu pai me ensinou a domar cavalos, e ele gritava comigo: ‘Não seja uma buceta!’ Eu ficava tipo, ‘Papai, eu tenho oito anos.’ Não, eu não digo isso. Não consigo equiparar nada feminino a ser fraco”.

Eventualmente, é hora de partir. Eu considero essa mulher inteligente e bonita do outro lado da mesa. Em seus 31 anos, ela passou por muita coisa. E muitas foram uma merda, e muitas delas porque ela é famosa. Pergunto-lhe se ela tem algum arrependimento.

“Sou péssima com arrependimentos”, diz ela. E então ela explica a única coisa que conduziu tudo o resto. “Eu quero espremer todo o suco da porra da laranja. Recebi uma laranja. Você tem uma vida, e eu simplesmente não conseguia, não posso imaginar não espremer cada gota de suco que eu pudesse conseguir dela. Existe alguma coisa pior do que uma vida não vivida? Se eu pudesse escrever uma frase honesta, seria essa: não perdi um único segundo”.

Confira os vídeos dos bastidores do ensaio fotográfico:

Tradução & Adaptação: Equipe AHBR

Publicado por Nora Bueno em 16 de November

Após 2 anos sem um novo ensaio fotográfico divulgado, Amber Heard se reuniu em Los Angeles com o fotógrafo Nino Munoz para a realização de suas novas fotos para algo ainda desconhecido.

No ensaio, Amber contou com a ajuda da maquiadora Melanie e do cabeleireiro Robert Vetica. As fotos ainda não possuem previsão de divulgação, mas enquanto isso confiram os bastidores:

Publicado por Nora Bueno em 7 de October

A marca Temperley London acaba de lançar sua coleção de verão 2016 e Greg Williams realizou uma sessão de fotos com Amber Heard com algumas das roupas lançadas. Alice Temperley divulgou hoje em seu Instagram uma das fotos, confira:

Publicado por Nora Bueno em 11 de March

Confira, abaixo, a entrevista que a Amber Heard concedeu à Flare Magazine para a edição de setembro em 2013.

Amber Heard dirige um powder-blue 1968 Ford Mustang. Ela o dirige faz nove anos — foi uma das primeiras coisas que comprou quando se mudou para Los Angeles em 2004; ela tem fotos dele em seu iPhone. Quando ela fala sobre ele, soa como uma mãe orgulhosa. O carro também é bastante chamativo, o que não é o ideal já que Heard ganhou um lugar na lista de celebridades mais procuradas dos paparazzis. Claro, ela poderia aposentar seu companheiro de longa data — se tornando uma dos muitos jovens que fazem seu caminho por L.A. com seus motoristas em seus SUVs pretos — mas, explorar a cidade em seus próprios termos não é algo que ela está disposta a desistir. “Em um certo ponto, você só tem que dizer: ‘OK, eu não vou deixar que outras pessoas digam como eu posso viver a minha vida’”, ela diz.

Heard, 27 anos, vem atuando profissionalmente há quase uma década — sua primeira e grande atuação foi num pequeno papel no filme Tudo Pela Vitória; em seguida, veio pequenas, mas memoráveis aparições como em Segurando as Pontas e Zumbilândia. Em 2011, ela foi a protagonista feminina em O Diário de Um Jornalista Bêbado, ao lado de Johnny Depp. Era o papel que mais de 20 atrizes de Hollywood ansiavam (Scarlett Johansson e Keira Knightley também fizeram o teste), e o burburinho a estabeleceu como uma it-girl na indústria cinematográfica. Robert Luketic (Legalmente Loira) escolheu Heard para ser a única protagonista feminina em Conexão Perigosa (2013), um suspense estrelado por Liam Hemsworth, Harrison Ford e Gary Oldman. Robert Rodriguez transformou sua companheira texana em uma rainha da beleza atiradora em Machete Mata (2013), a sua mais recente homenagem a Grindhouse. Seus personagens têm ambos o poder e a diversidade que todas as jovens atrizes cobiçam.

Manter sua vida amorosa de fora tem sido um pouco mais cansativo. Para aqueles que não estão atualizados sobre suas notícias via TMZ ou Us Weekly, Heard está namorando o protagonista de O Diário de Um Jornalista Bêbado, Johnny Depp. Ela não fala sobre o assunto: “Não é parte da minha vida profissional”, diz ela com firmeza. “Eu quero ser uma artista. Eu não quero ser uma celebridade”. Já que ela não é a primeira a começar com o discurso: “Ai meu Deus, eu sou famosa”, com Heard você tem a sensação de que ela realmente quer dizer isso: “Você pode encontrar fotos minhas [na internet] no posto de gasolina, pegando as roupas na lavanderia, andando com meu cão”, diz ela, “Mas em nenhum lugar você vai encontrar fotos minhas rondando algum clube noturno”.

Eu conheci Heard, para fazer a nossa entrevista, em West Hollywood, no restaurante Little Next Door. Ela escolheu o encantadoramente casual Little Next Door, irmão do restaurante francês de cinco estrelas ao lado; o vitral acolhedor e o teto escurecido de heras cria um rústico refúgio romântico. Ela dá uma olhada rápida no pátio antes de sugerir que entrássemos. “É onde eu normalmente me sento”, diz ela, apontando para um outdoor de quatro lugares ocupados no lado da rua cercado por um muro de arbustos. É o único lugar no pátio que alguém que estiver na calçada não poderá ver… E vulnerável aos paparazzis. Enquanto nos dirigimos a uma mesa tranquila na parte de trás, eu pergunto se ela tem outras estratégias para se manter longe dos holofotes. Ela ri, e diz a primeira de muitas farpas: “Você acha que eu vou dizer a alguém da mídia minhas estratégias para fugir da mídia?” (Artista: 1. Repórter: 0.)

Mais cedo naquele mesmo dia, eu estava na foto de capa. Em uma maquiagem pesada e um salto de cinco centímetros, Heard ficou assustadoramente linda, como uma vilã russa. Aram Rappaport, que dirigiu o filme em que ela foi protagonista, Syrup (lançado em DVD em outubro de 2012), disse que Heard tem um rosto que não precisa de truques técnicos: “Nós a expomos na Times Square usando apenas alguns efeitos de luzes. Mesmo com os mais belos atores, isso simplesmente não acontece”. O filme, baseado no romance de 1999 deMax Barry, é um conto moral da era moderna na indústria da publicidade. Heard interpreta Six, a encarnação viva do conceito “sexo vende”.

No jantar, a maioria de sua maquiagem havia desaparecido, o visual elegante de inverno foi trocado por uma confortável canga de algodão preta, jeans skinny escuro, botas de couro e alguns anéis robustos. Heard não faz questão de falar sobre sua aparência, pois isso sempre parece ter um efeito contrário, ela diz: “Alguém vai me fazer uma pergunta sobre minha aparência, como algo sobre o meu cabelo, e depois na revista parece que eu entrei e disse: ‘Sabe, o que eu realmente gostaria de falar é sobre o meu cabelo’”.

Rappaport disse que sabia que ele havia encontrado sua protagonista quando viu Heard na festa de aniversário de um amigo. “Ela estava sendo o centro das atenções e havia um enorme grupo, pessoas mais velhas e jovens, todos estavam fixos em cada palavra que ela dizia”, lembra ele. Heard estava debatendo sobre a validade de atores do sexo feminino no cinema. “Claro que todos nós podemos nomear asexceções”, diz ela, disparando a minha reação instintiva de cita Meryl Streep, Susan Sarandon e Kate Winslet… Em 10 anos. “Nós dois provavelmente estamos pensando nas mesmas cinco mulheres agora. Talvez nem mesmo cinco”.

Contestar é a expecialidade de Heard. “Eu nunca me interessava pelo que todos na escola gostavam”, ela diz lembrando seus primeiros anos na parte rural de Austin, Texas. “Eu odiava a ideia de ter aulas de dança na escola, odiava tudo o que estava acontecendo na cultura pop. Eu não tinha nenhuma noção do mundo das celebridades ou de Hollywood. Eu estava sempre lendo e ouvindo música. Os únicos cartazes que tive na minha parede foram Rosie the Riveter e Jimi Hendrix”. Quando adolescente, ela não sonhava em se tornar uma atriz apenas para ser conhecida no mundo. “Minha mãe sempre diz que se algo tiver rodas, eu fico obcecado por isso — carros, motos e aviões também. Eu estavasempre querendo ir a algum lugar”. Isso ela fez aos 16 anos, depois de completar seu ensino médio e gastar toda sua poupança no bairro dos Kinkos, ela começou uma curta carreira de modelo em Nova York, e odiou. “Ninguém estava interessado na minha opinião”, diz ela. Heardfez as audições e estreou em Tudo Pela Vitória em apenas alguns meses.

A maioria das atrizes anseiam por filmes ao estilo garoto-encontra-menina como base para projetos maiores, mas Heard diz que ela fez um grande esforço para ir por um caminho diferente, mesmo que significava-se ficar coberta por sangue falso pegajoso. “Pelo menos as personagens femininas em filmes de terror lutam para se salvarem. Elas não ficam apenas sentadas à espera de um homem para salvar o dia”, ela diz. Em 2006, Heard estrelou como a personagem título (Mandy Lane) no filme de terror Tudo Por Ela (em inglês, All the Boys Love Mandy Lane), que estreou no Toronto International Film Festival e lhe rendeu tração de contracultura. Heard também aceitou interpretar uma dos protagonistas na série de drama da NBC, The Playboy Club em 2011, baseado nos acontecimentos na década de 1960. Gloria Steinem criticou a série como “normalização da prostituição e da dominação masculina”, mas Heard esteve frente a frente com a mãe do feminismo moderno na mídia, dizendo na época: “É surpreendente [em nossa geração] quando “Steinems” do mundo nos criticam, eu acho, porque somos parte de uma geração de mulheres que não precisam escolher entre botas de combate ou um avental. Nós podemos fazer com saltos”.

Ainda descaradamente sexy, Heard tem mais dois novos papéis em sua lista. Conexão Perigosa é um suspense de espionagem sobre duas empresas rivais tecnológicas. Heard interpreta Emma. “Conexão Perigosa foi um roteiro interessante. Eu amo lidar com vários temas antigos como a ganância e o poder, mas é uma história muito moderna. Meu personagem, basicamente, teve que ser inteligente o suficiente para manipular o personagem de Liam Hemsworth. Sim, há cenas de sexo, mas não foi como se ela estivesse caindo aos seus pés”. Quando eu lhe pergunto se seus personagens usam sua beleza e sexualidade como uma forma de poder, ela diz que isso pode ser um desafio apenas para encontrar o papel certo — especialmente em Hollywood que é muito rápido para distribuir os papéis: “[O roteiro] não diz que esses personagens são ‘sexy’. Eu não estou pegando-os por causa disso”, diz ela. “Eu pego os papéis que são interessantes e que as personagens femininas sejam profundas. Eu estou trabalhando com o que eu tenho”. Eu brinco que talvez ela devesse ganhar mais para interpretar um monstro ou usar óculos. “Ha!”, diz ela. “Se fosse assim tão fácil!”

Ela disse que uma vez pediu para sua assessora colocar os roteiros que descrevam a personagem como “bonito” ou “sexy” no fundo da pilha, a menos que haja casos especiais… Como é com o seu outro próximo papel, em Machete Mata. “Robert [Rodriguez] entendeu que esse papel foi totalmente perfeito para mim. Ela é a Miss San Antonio, mas ela tem um outro lado”, diz Heard. Ela quer dizer que ela subiu a temperatura do Texas, e, aliás, é o que ela sempre faz. Heard, que cresceu caçando com seu pai que é um empreiteiro comercial, possui várias armas de fogo e já visitou lojas de armas em L. A. “A posse de armas precisa ser regulada, não proibida”, diz ela. Heard não é facilmente intimidada — em apenas alguns anos ela já trabalhou com vários titãs do mundo cinematográfico, como Nicolas Cage e Kevin Costner, juntamente com Depp, Ford e Oldman, que teria a maioria dos ingênuos na porta de seu trailer, mas, diz ela, “Eu sempre olho para isso como parte do meu trabalho”. Conhecer seus autores favoritos — ela cita George Orwell eChristopher Hitchens — seria mais provável deixá-la nervosa eintimidada. Ou se Salinger voltasse dos mortos, ela adora ‘O Apanhador No Campo de Centeio’ e se identifica com a sua infame heroína: Holden Caulfield. Robert Luketic, o diretor de Conexão Perigosa, ficou impressionado com o desejo de Heard por conhecimento. “Amber simplesmente devorava todos estes livros durante as gravações. Eram coisas que eu nunca leria — livros sobre políticas sociais do Chile nos anos 60 e 70.” Luketic relembra uma noite em Nova York, quando foi jantar com Heard e Ford. “As coisas que saiam de sua boca, e Harrison olhava para mim e dizia: ‘Wow’.” É claro que, quando se trata de co-estrelas com uma determinada diferença de idade, há uma certa disputa.

Eu: “De todos os atores que você já trabalhou, há alguém com quem você já teve uma química realmente incrível?”
Heard: “Você realmente não espera que eu responda isso, não é?”

Ela não irá falar de sua relação com Depp, assim como seu relacionamento anterior de quatro anos com a fotógrafa Tasya van Ree. (Eu pergunto se ela ainda se identifica como bissexual. “É tão estranho para mim que todo mundo se preocupa”, diz ela. “Talvez você goste de loiras agora, mas talvez você estará com uma morena no futuro. Eu simplesmente não entendo essa ideia de que temos de escolher um ou outro”. Ela e Depp causaram um escândalo quando foram fotografados de mãos dadas em um show dos Rolling Stones. Ela o acompanhou nas estreias internacionais de seu último filme, O Cavaleiro Solitário: Eles jantaram em Moscou e em Londres, passearam em Berlim e esteve com os filhos de Depp no aeroporto de Tóquio. Heard diz que falaclaramente quando os repórteres estão perguntando sobre ele sem realmente perguntar sobre ele. Será que ela acha isso engraçado ouapenas irritante? “Bem”, ela diz: “Eu estou rindo de você, não é?”. Tal desafio poderia parecer mal-intencionado, mas a franqueza e oraciocínio rápido de Heard são atraentes. Onde algumas celebridadespediriam para sua assessora “dar um jeitinho”, Heard pode fazer isso ela mesma, e não é tão difícil que ela não possa ter empatia com algum jornalista que tem que pelo menos tentar obter o que deseja. (É fácil ver por que até mesmo Você-Sabe-Quem se sentiria atraído por ela).

Heard diz que o escrutínio pode ser frustrante, mas é totalmente fora de seu controle. Ela encolhe os ombros: “Eu acho que se eu não pudesse ficar de mãos dadas com quem eu quero, mas que tipo de vida seria essa? Eu não quero mudar só porque as pessoas estão vendo. Eu sempre fui a pessoa que diz o que quer”. Deixe os blogueiros postar e tweetar tudo o que eles quiserem: Como seu carro clássico, demonstrações públicas de afeto que são, para Heard, inegociáveis.

Tradução e Adaptação: Equipe AHBR

Publicado por Karla Nogueira em 22 de February

Mais um photoshoot da Amber para babarmos! Nesse shoot ela foi fotografada pelo John Russo para a Vanidades Magazine, edição ainda desconhecida. Confiram todas ela em HQ e apreciem a beleza dessa mulher:

Publicado por Nora Bueno em 25 de February

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Publicado por Nora Bueno em 13 de June

Amber Heard é a capa da edição de dezembro da Revista Woman´s Health, para qual também realizou uma entrevista e pode conversar um pouco sobre saúde/corpo. A atriz também realizou um maravilhoso ensaio fotográfico com a participação de sua cachorrinha Pistol, o autor das fotos foi o fotógrafo. Confira logo abaixo, scans da entrevista, fotos do ensaio e o vídeo dos bastidores.

Publicado por Nora Bueno em 12 de November

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“Ela é alta, com uma figura incrível e aqueles olhos verdes. Ela tem qualidade de estrela de cinema”, disse Van Unwerth sobre Amber.

Veja as fotos abaixo que apresentam um visual retrô dos anos 50 e 60 em preto e branco.

Publicado por Nora Bueno em 4 de June