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Traduzimos uma antiga entrevista de Amber Heard e Nicolas Cage na conferência de imprensa de Fúria sobre Rodas. Confira!

Houve maneiras específicas que afetaram seu desempenho?

Amber Heard: “Retomando o que ele já disse, para mim, parte disso me fazia sentir como se fosse parte do público, de uma certa forma, participando ativamente enquanto você está filmando algo. Atuando e participando da forma de como ele será visto mais tarde, é tipo, uma maneira estranha de me colocar no lugar do público, e foi interessante filmar algo. Eu também sei que nós tivemos várias filmagens, porque este filme foi concebido em 3-D e não convertido, tivemos o privilégio e a oportunidade de manipular algumas de nossas ações e a forma que ele seria visto mais tarde. Eu dei alguns socos diretamente na lente e apoiei o carro quase sobre a câmera duas vezes para criar efeitos com resultados específicos que conseguiria atingir a plateia na exibição do filme em 3D. Eu também tenho que dizer que eu acho que os filmes que são convertidos depois… Eu não vejo bons exemplos de filmes assim. Eu já vi muitos filmes em 3-D que foram filmados em 3-D, mas é mais difícil converter e manter a qualidade, não importa o que você está convertendo”.

Amber, como foi fazer um papel tão físico?

Amber Heard: “É um dos únicos filmes onde eu realmente começo a chutar alguns traseiros, mas não é surpreendentemente diferente de casa. Quer dizer, eu sou do Texas e, armas, brigas e coisas desse tipo, são tudo parte do show. Tudo que seja desde o Hot Rod até as botas de cowboy, era algo de casa para mim. Eu estava feliz”.

Amber, você sente que filmes de gênero têm um papel mais forte para as mulheres?

Amber Heard: “Parece ser um filme de ação para mim. Ele tem elementos sobrenaturais, mas em termos de fortes personagens femininos, é por isso que eu estou fazendo este trabalho. Eu seria uma modelo se eu não quisesse fazer alguma coisa. Para mim, o gênero serve às vezes como um bom veículo para que as mulheres jovens neste negócio realmente consigam ter um papel. Pode não ser sempre salvando o dia, mas você certamente consegue algo a mais do que apenas ser a namorada em filmes de terror e suspense. Sou atraída por isso, porque eu realmente começo a fazer algo na maior parte do tempo. E este foi a um nível completamente diferente. Piper, minha personagem, é essa durona, boca suja, uma Daisy Duke vestida, dirigindo um Charger, uma filha da p*** armada, e ela não engole qualquer m**da. Onde mais eu iria encontrar isso? Este é o único roteiro que eu já li com esses elementos.

Nicolas, que relação seu personagem tem com a “fúria”?

Nicolas Cage: “Não é muito simples para mim. Eu não posso encapsular tudo sobre Milton na palavra fúria. Há também outras coisas que motivam o seu percurso. Com sorte, quando você vê o filme, existem outras dimensões no personagem. É mais como um sentimento de outridade e um propósito, mas a raiva é uma raiva que é uma fúria restante de algo que aconteceu em outra vida. E eu provavelmente já falei demais. Mas eu não quero falar sobre a relação que Milton tem com raiva, e sim de Amber”.
“Piper fornece o coração do filme. Quando você vê o filme, você vai ver o que a Amber tão lindamente fez com ele. Há um outro elemento que pode surpreendê-lo, onde o filme realmente tem um profundo e forte coração – e isso não é romântico. É como uma parceria. Eu acho que seria ótimo se pudéssemos fazer outro filme, porque eu amo esse relacionamento emitido por Milton e Piper”.

Amber Heard: “Estou dentro!”

Tradução e Adaptação: Equipe AHBR




Nós do AHBR traduzimos para vocês uma entrevista realizada em 2011 pela Amber Heard, onde ela fala de Fúria sobre Rodas, Diário de um Jornalista Bêbado e sobre sua sexualidade. Leia logo abaixo:

O filme é sobre o quê?

“Fúria sobre Rodas é sobre canhões, explosões, muita música e eu sou uma Daisy Dukes que salva o mundo com Nicolas Cage. É um full-throttle, filme de ação de alta voltagem e sobre salvar um bebê de forças satânicas.”

“Ela (Piper) é uma garçonete de restaurante em uma pequena cidade. Ela tem uma atitude má e um coração de ouro. Eu adorei, porque ela pode levar o coração do filme sem comprometer seu jeito maldoso ou sua boca suja”

Existe uma mensagem feminina escondida por trás da cena da mulher espancada nua na rua?

“Eu não sei se isso pode derivar de uma mensagem feminista. Eu acho que isso fala sobre uma personagem muito poderosa do sexo feminino. Esse tipo de filme não necessariamente vai atrair um público feminino, mas esse personagem não se baseia nos personagens do sexo masculino para o seu desenvolvimento – ela não é o interesse amoroso, ela não é esposa de alguém ou uma donzela em perigo, por isso, por essa razão que eu acho que as mulheres vão adorar este filme.”

Você teve treinamento de luta?

“Sim, eu tive um pouco de treinamento. O coordenador de dublês logo viu que aprendi rapidamente. Socar e se meter em brigas de bar faz parte da vida no Texas. Brigas e brigas – Eu estive ao redor de tudo isso.”

Como foi trabalhar com Johnny Depp em Diário de um Jornalista Bêbado?

“Eu era um fã do livro escrito por Hunter S. Thompson, e também de Bruce Robinson, que o dirigiu. Trabalhando com Johnny Depp também foi certamente um acerto. Eu sabia que a integridade do material seriam protegidos.”

O que você mais gostou em trabalhar com Johnny Depp? Ele tem algúm método?

“Ele tem uma ligação pessoal com Hunter S. Thompson e levou com ele isso quando filmamos. Parecia que eu estava trabalhando com alguém que realmente tinha um conhecimento especial do material.”

Como Diário de um Jornalista Bêbado pode mudar as coisas para você?

“Já fiz todos os tipos de filmes e é difícil ser objetiva sobre onde você está, em termos de filmes que você faz. Todo filme que eu fiz foi um passo para cima. Eu trabalhei a minha maneira acima de tudo e tive que trabalhar até deixar de ser um extra, uma pequena parte, em um forro, para estar onde estou hoje. Espero que Diário de um Jornalista Bêbado receba toda a atenção e os elogios que merece, mas é difícil dizer antes de ser lançado.”

Por que você quis atuar?

“Eu me apaixonei por cinema em um filme de arte-teatro, em Austin, de onde eu sou. Gostava de ver filmes de volta para casa da escola. Eu caí de amor com o cinema independente lá. Me lembro de assistir Encantadora de Baleias e fui tão afetada pela forma como o diretor Niki Caro contou a história, que eu sabia que queria fazer parte dessa mídia poderosa. Sempre gostei de teatro, eu estava na escola no ensino médio e pelo tempo que eu tinha, 17 anos. eu estava pronto para começar profissionalmente.”

Qual foi o mais estranho dia de trabalho que você teve?

“Tive tantos dias loucos – já tive dias em que eu fui coberta de sangue falso e tive que sair de um túmulo, e outros, quando eu pulei do telhado de um trailer conduzido por membros de seitas satânicas para cima de um carro esportivo.”

Por que você fez uma declaração sobre a sua sexualidade na premiação do GLAAD, em dezembro?

“Eu não sou de conversar sobre minha vida pessoal, eu prefiro manter isso o mais privado possível. Desde o evento, houve muita atenção da mídia em torno do meu relacionamento. Foi frustrante, eu não me rotulo uma forma ou de outra – Eu tive relações com homens bem sucedidas e agora com uma mulher. Eu amo quem eu amo, é a pessoa que importa.”

Tradução e Adaptação: Equipe AHBR




Confira, abaixo, a entrevista que a Amber Heard concedeu à Flare Magazine para a edição de setembro em 2013.

Amber Heard dirige um powder-blue 1968 Ford Mustang. Ela o dirige faz nove anos — foi uma das primeiras coisas que comprou quando se mudou para Los Angeles em 2004; ela tem fotos dele em seu iPhone. Quando ela fala sobre ele, soa como uma mãe orgulhosa. O carro também é bastante chamativo, o que não é o ideal já que Heard ganhou um lugar na lista de celebridades mais procuradas dos paparazzis. Claro, ela poderia aposentar seu companheiro de longa data — se tornando uma dos muitos jovens que fazem seu caminho por L.A. com seus motoristas em seus SUVs pretos — mas, explorar a cidade em seus próprios termos não é algo que ela está disposta a desistir. “Em um certo ponto, você só tem que dizer: ‘OK, eu não vou deixar que outras pessoas digam como eu posso viver a minha vida’”, ela diz.

Heard, 27 anos, vem atuando profissionalmente há quase uma década — sua primeira e grande atuação foi num pequeno papel no filme Tudo Pela Vitória; em seguida, veio pequenas, mas memoráveis aparições como em Segurando as Pontas e Zumbilândia. Em 2011, ela foi a protagonista feminina em O Diário de Um Jornalista Bêbado, ao lado de Johnny Depp. Era o papel que mais de 20 atrizes de Hollywood ansiavam (Scarlett Johansson e Keira Knightley também fizeram o teste), e o burburinho a estabeleceu como uma it-girl na indústria cinematográfica. Robert Luketic (Legalmente Loira) escolheu Heard para ser a única protagonista feminina em Conexão Perigosa (2013), um suspense estrelado por Liam Hemsworth, Harrison Ford e Gary Oldman. Robert Rodriguez transformou sua companheira texana em uma rainha da beleza atiradora em Machete Mata (2013), a sua mais recente homenagem a Grindhouse. Seus personagens têm ambos o poder e a diversidade que todas as jovens atrizes cobiçam.

Manter sua vida amorosa de fora tem sido um pouco mais cansativo. Para aqueles que não estão atualizados sobre suas notícias via TMZ ou Us Weekly, Heard está namorando o protagonista de O Diário de Um Jornalista Bêbado, Johnny Depp. Ela não fala sobre o assunto: “Não é parte da minha vida profissional”, diz ela com firmeza. “Eu quero ser uma artista. Eu não quero ser uma celebridade”. Já que ela não é a primeira a começar com o discurso: “Ai meu Deus, eu sou famosa”, com Heard você tem a sensação de que ela realmente quer dizer isso: “Você pode encontrar fotos minhas [na internet] no posto de gasolina, pegando as roupas na lavanderia, andando com meu cão”, diz ela, “Mas em nenhum lugar você vai encontrar fotos minhas rondando algum clube noturno”.

Eu conheci Heard, para fazer a nossa entrevista, em West Hollywood, no restaurante Little Next Door. Ela escolheu o encantadoramente casual Little Next Door, irmão do restaurante francês de cinco estrelas ao lado; o vitral acolhedor e o teto escurecido de heras cria um rústico refúgio romântico. Ela dá uma olhada rápida no pátio antes de sugerir que entrássemos. “É onde eu normalmente me sento”, diz ela, apontando para um outdoor de quatro lugares ocupados no lado da rua cercado por um muro de arbustos. É o único lugar no pátio que alguém que estiver na calçada não poderá ver… E vulnerável aos paparazzis. Enquanto nos dirigimos a uma mesa tranquila na parte de trás, eu pergunto se ela tem outras estratégias para se manter longe dos holofotes. Ela ri, e diz a primeira de muitas farpas: “Você acha que eu vou dizer a alguém da mídia minhas estratégias para fugir da mídia?” (Artista: 1. Repórter: 0.)

Mais cedo naquele mesmo dia, eu estava na foto de capa. Em uma maquiagem pesada e um salto de cinco centímetros, Heard ficou assustadoramente linda, como uma vilã russa. Aram Rappaport, que dirigiu o filme em que ela foi protagonista, Syrup (lançado em DVD em outubro de 2012), disse que Heard tem um rosto que não precisa de truques técnicos: “Nós a expomos na Times Square usando apenas alguns efeitos de luzes. Mesmo com os mais belos atores, isso simplesmente não acontece”. O filme, baseado no romance de 1999 deMax Barry, é um conto moral da era moderna na indústria da publicidade. Heard interpreta Six, a encarnação viva do conceito “sexo vende”.

No jantar, a maioria de sua maquiagem havia desaparecido, o visual elegante de inverno foi trocado por uma confortável canga de algodão preta, jeans skinny escuro, botas de couro e alguns anéis robustos. Heard não faz questão de falar sobre sua aparência, pois isso sempre parece ter um efeito contrário, ela diz: “Alguém vai me fazer uma pergunta sobre minha aparência, como algo sobre o meu cabelo, e depois na revista parece que eu entrei e disse: ‘Sabe, o que eu realmente gostaria de falar é sobre o meu cabelo’”.

Rappaport disse que sabia que ele havia encontrado sua protagonista quando viu Heard na festa de aniversário de um amigo. “Ela estava sendo o centro das atenções e havia um enorme grupo, pessoas mais velhas e jovens, todos estavam fixos em cada palavra que ela dizia”, lembra ele. Heard estava debatendo sobre a validade de atores do sexo feminino no cinema. “Claro que todos nós podemos nomear asexceções”, diz ela, disparando a minha reação instintiva de cita Meryl Streep, Susan Sarandon e Kate Winslet… Em 10 anos. “Nós dois provavelmente estamos pensando nas mesmas cinco mulheres agora. Talvez nem mesmo cinco”.

Contestar é a expecialidade de Heard. “Eu nunca me interessava pelo que todos na escola gostavam”, ela diz lembrando seus primeiros anos na parte rural de Austin, Texas. “Eu odiava a ideia de ter aulas de dança na escola, odiava tudo o que estava acontecendo na cultura pop. Eu não tinha nenhuma noção do mundo das celebridades ou de Hollywood. Eu estava sempre lendo e ouvindo música. Os únicos cartazes que tive na minha parede foram Rosie the Riveter e Jimi Hendrix”. Quando adolescente, ela não sonhava em se tornar uma atriz apenas para ser conhecida no mundo. “Minha mãe sempre diz que se algo tiver rodas, eu fico obcecado por isso — carros, motos e aviões também. Eu estavasempre querendo ir a algum lugar”. Isso ela fez aos 16 anos, depois de completar seu ensino médio e gastar toda sua poupança no bairro dos Kinkos, ela começou uma curta carreira de modelo em Nova York, e odiou. “Ninguém estava interessado na minha opinião”, diz ela. Heardfez as audições e estreou em Tudo Pela Vitória em apenas alguns meses.

A maioria das atrizes anseiam por filmes ao estilo garoto-encontra-menina como base para projetos maiores, mas Heard diz que ela fez um grande esforço para ir por um caminho diferente, mesmo que significava-se ficar coberta por sangue falso pegajoso. “Pelo menos as personagens femininas em filmes de terror lutam para se salvarem. Elas não ficam apenas sentadas à espera de um homem para salvar o dia”, ela diz. Em 2006, Heard estrelou como a personagem título (Mandy Lane) no filme de terror Tudo Por Ela (em inglês, All the Boys Love Mandy Lane), que estreou no Toronto International Film Festival e lhe rendeu tração de contracultura. Heard também aceitou interpretar uma dos protagonistas na série de drama da NBC, The Playboy Club em 2011, baseado nos acontecimentos na década de 1960. Gloria Steinem criticou a série como “normalização da prostituição e da dominação masculina”, mas Heard esteve frente a frente com a mãe do feminismo moderno na mídia, dizendo na época: “É surpreendente [em nossa geração] quando “Steinems” do mundo nos criticam, eu acho, porque somos parte de uma geração de mulheres que não precisam escolher entre botas de combate ou um avental. Nós podemos fazer com saltos”.

Ainda descaradamente sexy, Heard tem mais dois novos papéis em sua lista. Conexão Perigosa é um suspense de espionagem sobre duas empresas rivais tecnológicas. Heard interpreta Emma. “Conexão Perigosa foi um roteiro interessante. Eu amo lidar com vários temas antigos como a ganância e o poder, mas é uma história muito moderna. Meu personagem, basicamente, teve que ser inteligente o suficiente para manipular o personagem de Liam Hemsworth. Sim, há cenas de sexo, mas não foi como se ela estivesse caindo aos seus pés”. Quando eu lhe pergunto se seus personagens usam sua beleza e sexualidade como uma forma de poder, ela diz que isso pode ser um desafio apenas para encontrar o papel certo — especialmente em Hollywood que é muito rápido para distribuir os papéis: “[O roteiro] não diz que esses personagens são ‘sexy’. Eu não estou pegando-os por causa disso”, diz ela. “Eu pego os papéis que são interessantes e que as personagens femininas sejam profundas. Eu estou trabalhando com o que eu tenho”. Eu brinco que talvez ela devesse ganhar mais para interpretar um monstro ou usar óculos. “Ha!”, diz ela. “Se fosse assim tão fácil!”

Ela disse que uma vez pediu para sua assessora colocar os roteiros que descrevam a personagem como “bonito” ou “sexy” no fundo da pilha, a menos que haja casos especiais… Como é com o seu outro próximo papel, em Machete Mata. “Robert [Rodriguez] entendeu que esse papel foi totalmente perfeito para mim. Ela é a Miss San Antonio, mas ela tem um outro lado”, diz Heard. Ela quer dizer que ela subiu a temperatura do Texas, e, aliás, é o que ela sempre faz. Heard, que cresceu caçando com seu pai que é um empreiteiro comercial, possui várias armas de fogo e já visitou lojas de armas em L. A. “A posse de armas precisa ser regulada, não proibida”, diz ela. Heard não é facilmente intimidada — em apenas alguns anos ela já trabalhou com vários titãs do mundo cinematográfico, como Nicolas Cage e Kevin Costner, juntamente com Depp, Ford e Oldman, que teria a maioria dos ingênuos na porta de seu trailer, mas, diz ela, “Eu sempre olho para isso como parte do meu trabalho”. Conhecer seus autores favoritos — ela cita George Orwell eChristopher Hitchens — seria mais provável deixá-la nervosa eintimidada. Ou se Salinger voltasse dos mortos, ela adora ‘O Apanhador No Campo de Centeio’ e se identifica com a sua infame heroína: Holden Caulfield. Robert Luketic, o diretor de Conexão Perigosa, ficou impressionado com o desejo de Heard por conhecimento. “Amber simplesmente devorava todos estes livros durante as gravações. Eram coisas que eu nunca leria — livros sobre políticas sociais do Chile nos anos 60 e 70.” Luketic relembra uma noite em Nova York, quando foi jantar com Heard e Ford. “As coisas que saiam de sua boca, e Harrison olhava para mim e dizia: ‘Wow’.” É claro que, quando se trata de co-estrelas com uma determinada diferença de idade, há uma certa disputa.

Eu: “De todos os atores que você já trabalhou, há alguém com quem você já teve uma química realmente incrível?”
Heard: “Você realmente não espera que eu responda isso, não é?”

Ela não irá falar de sua relação com Depp, assim como seu relacionamento anterior de quatro anos com a fotógrafa Tasya van Ree. (Eu pergunto se ela ainda se identifica como bissexual. “É tão estranho para mim que todo mundo se preocupa”, diz ela. “Talvez você goste de loiras agora, mas talvez você estará com uma morena no futuro. Eu simplesmente não entendo essa ideia de que temos de escolher um ou outro”. Ela e Depp causaram um escândalo quando foram fotografados de mãos dadas em um show dos Rolling Stones. Ela o acompanhou nas estreias internacionais de seu último filme, O Cavaleiro Solitário: Eles jantaram em Moscou e em Londres, passearam em Berlim e esteve com os filhos de Depp no aeroporto de Tóquio. Heard diz que falaclaramente quando os repórteres estão perguntando sobre ele sem realmente perguntar sobre ele. Será que ela acha isso engraçado ouapenas irritante? “Bem”, ela diz: “Eu estou rindo de você, não é?”. Tal desafio poderia parecer mal-intencionado, mas a franqueza e oraciocínio rápido de Heard são atraentes. Onde algumas celebridadespediriam para sua assessora “dar um jeitinho”, Heard pode fazer isso ela mesma, e não é tão difícil que ela não possa ter empatia com algum jornalista que tem que pelo menos tentar obter o que deseja. (É fácil ver por que até mesmo Você-Sabe-Quem se sentiria atraído por ela).

Heard diz que o escrutínio pode ser frustrante, mas é totalmente fora de seu controle. Ela encolhe os ombros: “Eu acho que se eu não pudesse ficar de mãos dadas com quem eu quero, mas que tipo de vida seria essa? Eu não quero mudar só porque as pessoas estão vendo. Eu sempre fui a pessoa que diz o que quer”. Deixe os blogueiros postar e tweetar tudo o que eles quiserem: Como seu carro clássico, demonstrações públicas de afeto que são, para Heard, inegociáveis.

Tradução e Adaptação: Equipe AHBR




Um coquetel de charme e desafio, Amber Heard chega para a entrevista como uma bola de energia. Ela está usando botas grossas de salto alto e um vestido creme, com os braços estridentes com pulseiras e os dedos sob o peso de anéis de ouro.

A mulher de 29 anos de idade, com lábios escarlate e olhos felinos-verde, é uma visão impressionante. Não é de se admirar que ela cativou Johnny Depp, sua co-estrela no filme de 2011, Diário de um Jornalista Bêbado.

Ela e Depp estão juntos desde junho de 2012 e se casaram no ano passado. Apesar de qualquer pensamento de que Heard esteja ‘montando em suas costas’, essa ideia desaparece rapidamente assim que você a conhece.

A nativa de Texas vem atuando há mais de uma década, mas 2015 foi um ano de transições profissionalmente. Depois de um papel como protagonista em Magic Mike XXL, como a fotógrafa que encanta o stripper Mike, interpretado por Channing Tatum, agora ela está se alinhando no filme de Tom Hooper, A Garota Dinamarquesa.

O filme, que tem como parte do elenco as estrelas Eddie Redmayne e Alicia Vikander nomeados para o Globo de Ouro, conta a história verídica de Lili Elbe (Redmayne), que viveu a primeira parte de sua vida como um homem e tornou-se a primeira pessoa a receber a cirurgia de mudança de gênero. “Você simplesmente sabia por volta da página quatro – provavelmente até antes – que aquilo era especial”, diz Heard, que aproveitou a chance de trabalhar com Hooper, o diretor britânico de O Discurso do Rei.

Heard interpreta Ulla Paulson, um artista e amiga de Einar e sua esposa Gerda (Vikander). “Ulla é toda sobre liberdade”, diz Heard. “Ela é muito espirituosa. O que ela realmente se preocupa é com o ser humano em si, e não o superficial dele. Ela é uma pessoa progressista, à frente de seu tempo. Nós percebemos o quão interessante que a amizade deve ter sido para ela e quão especial ela deve ter sido para ser capaz de fazer isso. E eu gostava dela fazer parte desse movimento, o início desse movimento de gênero”.

Enquanto o filme foi criticado por sua abordagem de grande bom gosto, programas de televisão como Transparent, Orange Is the New Black, filmes como Tangerine e pessoas como Caitlyn Jenner aumentaram a sensibilização para as questões dos transexuais.

“É uma prova que nossa cultura está pronta para esta conversa e nós, como uma sociedade, estamos interessados nessas histórias”, diz Heard. “Eu acho que é sobre o tempo. Não é por acaso que a maioria das pessoas nunca ouviu falar deste pioneiro extraordinário. Há uma razão para isso, e esta comunidade tão marginalizada, esquecida e omitida está finalmente vindo à luz. Nós estamos prontos para ser o farol que ilumina.”

Heard sofreu preconceitos em relação à sexualidade, em vez de gênero. Ela se assumiu bissexual em 2010, depois de um relacionamento com a artista Tasya van Ree. “Eu não quero ter que negar minha sexualidade, porém também não quero que a minha pessoa seja definida só por conta da minha opção sexual.”

“A única maneira de conseguirmos a mudança em uma direção positiva, no sentido de aceitar as pessoas pelo que elas são é olhando além dos meios superficiais, em vez de ser vítima de nossos preconceitos e nossos instintos tribais, a única maneira que nós temos para superar isso, é se familiarizar com esse assunto, expor isto a todos”, ela me diz. “Eu já disse isso antes, mas dependendo da educação que você recebe, isso se torna o antídoto para o preconceito.”

Em relação à falta de papéis decentes para as mulheres em Hollywood, ela diz: “Eu sou uma mulher… eu começo a rir algumas vezes,” ela dá de ombros. “Caso você não tenha notado, vá ver um filme agora e me diga se a maioria dos papéis para mulheres tem falas que sejam realmente convincentes.” Alicia Vikander observou que em seus últimos três filmes, ela não tinha uma cena com uma mulher de verdade. “Eu tive uma experiência semelhante.”

Mesmo para uma atriz em sua faixa etária, as opções são estreitas – muitas vezes apenas “estereótipos demais e uma concorrência gigante”, como ela diz. “Porque há poucos papeis para uma concorrência tão feroz e qualquer coisa que seja liderada por uma mulher não será financiada.”

“Então, esses filmes são tipicamente sub-financiados e com um sub-orçamento. Os cineastas são 90 por cento do sexo masculino, por isso não temos uma perspectiva mais equilibrada dos seus contadores de histórias. Estamos muito atrás neste meio possivelmente progressivo”.

Heard chama o sistema de “muito injusto” em relação ao sexismo. “É preciso não apenas atores e atrizes perceberem isso. Eu vou mostrar para todos um filme dirigido por um elenco feminino ou com foco na vida feminina ou elementos da perspectiva feminina. Mas para isso acontecer. eles têm que estar interessados em mudar – o sistema de filmes financeiros tem de mudar.”




O furacão que foi a jordana do Texas para Tinseltown, soa como um conto de fadas. Não se esqueça da parte em que ela casa com Johnny Depp. Aqui, o mulherão de 29 anos revela que, por trás daqueles olhos sedutores, existe uma mulher confiante e pensativa.

Se há uma coisa que se deve saber sobre a atriz Amber Heard, e talvez você já saiba, é que ela dirige um Mustang 1968. Bem, ela não o dirige com frequência porque regularmente está viajando para lugares muito distantes (recentemente em Londres a trabalho, embora ela prefira dormir na sua própria cama em LA) e às vezes na oficina (onde ela está no momento da entrevista). E de vez em quando, ela pega um carro alugado para que não seja um alvo óbvio dos paparazzi, o que é algo que acontece sempre desde que ela se casou com Johnny Depp no início deste ano.

Mas Heard é parcial quanto ao Mustang, ela o restaurou por completo e ele também a faz lembrar de crescer em Austin. “Os carros clássicos são uma das coisas mais importantes e interessantes na minha vida”, explica ela. “Eles são complicados, mas também são cheios de personalidade. Eles têm suas próprias peculiaridades e problemas. Você tem que ter coragem o suficiente para improvisar. Mas, para amá-los e respeitá-los adequadamente, você tem que lutar contra eles.”

Em muitas maneiras, o Mustang é como a linda atriz: tem provado ao longo de seus anos de modelo para a Guess à curta duração do drama da NBC, The Playboy Club, em suas recentes núpcias, que ela desempenha por si mesma um conjunto de regras.

Em sua adolescência, após a morte de um amigo próximo, ela se declarou ateia. Decidiu que não podia mais ficar no Texas e se mudou para Nova York para seguir a modelagem, o que levou ela a um pequeno papel no filme Friday Night Lights. Avançando rapidamente uma década mais tarde, ela retorna para casa um par de vezes por ano para ver a família e fazer passeios de cavalo com seu pai: “Eu mal podia esperar para deixar o Texas quando eu era jovem e então sai dali o mais rápido que pude, mas à medida que envelhecemos, você pode apreciar estas coisas um pouco mais.”

Quando ela foi colocada em frente a Jesse Eisenberg em 2009 para Zombieland, a mesma fez o diretor Ruben Fleischer prometer que ela não seria uma zumbi sensual, mas sim uma verdadeira zumbi, ou seja, muita feia e brutal. No ano seguinte, em um evento do GLAAD, ela anunciou que era bissexual, e por algum tempo esteve em um relacionamento com Tasya van Ree. Em fevereiro, depois de um noivado de um ano, Heard casou com Depp, o qual ela conheceu enquanto fazia O Diário de um Jornalista Bêbado.

“Eu nunca me esquivei de qualquer coisa que eu quisesse fazer porque era algo difícil”, diz Heard. Isso inclui aprender a fazer piruetas e plié para o seu mais recente papel como uma bailarina de 1920 em Copenhagen no novo filme de Tom Hooper, A Garota Dinamarquesa. Embora muitas de suas cenas de dança tenham sido editadas no serviço do enredo do filme, Heard ainda está feliz que por ter treinado oito semanas antes das filmagens. “Foi realmente divertido e ajudou a estabelecer a fisicalidade do personagem”, diz ela. “Eu sou uma atriz, não uma dançarina. Meu interesse está no desempenho. Havia sempre alguém dizendo que essas cenas não estariam no filme, mas eu queria fazer de qualquer maneira.”
No filme, que chega aos cinemas este mês, Eddie Redmayne interpreta o pintor Einar Wegener, um dos pacientes de cirurgia de redesignação de gênero. A esposa de Wegener, Gerda, interpretada pela atriz sueca Alicia Vikander, esforça-se com a solidão e a confusão que resulta do desejo de seu marido para alternar os sexos.
Quando viu pela primeira vez o roteiro, alguém lhe disse que o projeto “não era certo para mim”, lembra ela, “então eu sabia que tinha que faze-lô.” Heard desempenha uma dançarina chamada Ulla, que posa para Gerda Wegener, também uma artista, e quando ela está atrasada para uma sessão, Einar coloca os sapatos e meias de Ulla… e então é aí que a coisa se complica.

“Como mulher, eu não sei o que eu faria se fosse casada com esse homem, mas eu não também não sei o que faria se eu fosse o personagem de Eddie. Isso é uma espécie de ponto de vista”, diz Amber, que foi particularmente afetada pela narrativa. “Eu vivi sob um microscópio e sei como é se sentir ao ser diferente, e preocupar-se com quem você realmente é e como não vai ser aceita.”
A Garota Dinamarquesa não tem apenas papéis fortes para as mulheres, como também para seus atores do sexo masculino. “Mulheres…”, ela explica, “são tão grosseiramente sub-representadas neste meio. A maior parte para atrizes”, ela continua, “são rebaixados para caixas limitadas estreitas, e ou você é sexualmente viável ou você não é. Mas enquanto não começarmos a pegar nossas canetas, câmeras e encontrar uma maneira de fazê-lo por nós mesmas e provar que o sistema está desatualizado, então nada vai mudar.”
Será que ela não acha que seu marido, um dos atores mais importantes de Hollywood, poderia ajudar a fazer mudanças para as mulheres no mundo do cinema? É algo que eles conversam?

“Sim”, revela Heard, escolhendo cuidadosamente suas palavras, com medo de divulgar muito sobre o relacionamento deles. “Eu acho que ele precisa de pessoas como ele, que têm a capacidade de mudar e desafiar este sistema muito velho e cansado. Eu e ele estamos procurando nossas próprias maneiras de fazer isso. Eu quero vê-lo ficar por trás das câmeras.”

Heard diz que não está pronta o bastante para fazer isso sozinha. No momento ela está mais interessada em encontrar projetos fortes do sexo feminino, histórias que não rebaixam e desmoralizam as mulheres para funções objetivadas, e sim mais interessada em representações adequadas da vida feminina em nossas complicações do dia.

E, aludindo provavelmente a um ensaio recente por Jennifer Lawrence, que se queixou sobre a disparidade salarial entre os gêneros no American Hustle, Heard acrescenta: “Quando eu dirigir meus filmes, eu vou pagar às mulheres tanto quanto eu pago aos meus atores masculinos.”

Enquanto isso, você pode encontrá-la dirigindo seu Mustang, ao qual ela se recusa a renunciar, não importa o quão difícil pode ser às vezes.
“Nós estamos em uma relação de amor e ódio, mas eu não vou desistir do meu bebê”, diz Heard. “Eu quero a minha liberdade.”

Confira também o photoshoot completo da Amber para a revista:




A deslumbrante atriz de 29 anos, também conhecida como a senhora Johnny Depp, abre-se sobre a vida com seu marido estrela de cinema, desafiando estereótipos e por que ela está gostando de envelhecer.

Como uma atriz independente, Amber Heard surpreendeu a muitos quando ela se casou com seu amor de cinema, Johnny Depp – a quem ela conheceu durante as filmagens de O Diário de um Jornalista Bêbado em 2011 – no início deste ano. Mas, para a Texana de 29 anos, isso é tudo parte de ser uma mulher independente.

“Estar casada não significa desistir de sua liberdade, esta é uma escolha que você faz para compartilhar sua vida com alguém. Ao mesmo tempo que me sinto livre, ainda continuo sendo muito feliz no casamento”, diz ela.
E parece que Amber não precisa se preocupar em viver à sombra de uma das maiores estrelas de cinema do mundo. Atualmente em tela com Magic Mike XXL, a modelo da vez tem vários projetos pela frente, incluindo o drama biográfico The Danish Girl, a qual o vencedor do Oscar, Eddie Redmayne, estrelará como Lill Elbe, uma das primeiras pessoas a realizarem uma cirurgia de redesignação de gênero. Ela também vai estrelar o thriller policial, London Fields (em que Johnny tem uma participação), além de When I Live My Life Over Again com Cristopher Walken e Adderall Diaries com James Franco.

Amber, como você se sente em ser um espírito livre?

Eu sempre fui uma pessoa muito curiosa e mente aberta. Isso é o que me motiva na vida. Acho que o meu senso de independência e determinancia que fizeram eu me definir melhor. É também a qualidade que eu acho que atrai algumas pessoas para mim.

Você já se acostumou a estar mais no centro das atenções desde que você casou com Johnny?

Espanta-me quando eu penso sobre tudo que está sendo relatado sobre mim e meu casamento. Eu nunca li essas histórias por mim mesma, mas meus amigos me mantem informada sobre todas as fofocas. Provavelmente eu estarei grávida e me divorciando quando esta entrevista for ao ar.

Como é a vida de casado?

Estou muito feliz. O casamento não tem mudado nada entre nós. Nos conhecemos muito e desfrutamos do nosso tempo juntos. Eu não acho que o senso de quem você é sofre muitas alterações quando você está em um relacionamento ou casamento. O que é bonito é que você é capaz fazer e aprender mais sobre outra pessoa e isso aprofunda sua compreensão um do outro.

Sua carreira parece estar crescendo.

Estou muito feliz que eu tenha sido capaz de trabalhar com atores como Eddie Redmayne, Christopher Walken e James Franco. Quando você encontra-se entre os grandes talentos, você experimenta um tremendo sentimento de satisfação, isso ajuda aumentar a suas experiências também.

The Danish Girl vai atrair muita atenção para o tema transgênicos…

Isso é uma questão que está ganhando mais e mais atenção e vai ajudar a comunidade transgênero com o enigma social e sexual ligada a questões de gênero. A identidade de gênero não era um grande problema em épocas gregas e romanas, onde noção de gay ou hétero não foram tão rigidamente definidos como agora. Um filme como este pode quebrar um monte de estereótipos e equívocos – e Eddie apresenta um desempenho incrível.

Como você se sente sobre fazer 30 anos no próximo ano?

Eu mal posso esperar para completar 30 anos porque a cada ano que passa eu me sinto melhor sobre quem eu sou. Estou cada vez mais confiante e consciente do que eu quero realizar. É um sentimento bom. Eu tento seguir meus instintos e ver onde isso me leva. Eu gosto de ser uma mulher assertiva e auto-confiante, que não acredita em se conformar com todos os mitos e estereótipos que restringem nossa liberdade.

Atuar foi algo que você escolheu como uma forma de libertação pessoal?

Em primeiro, atuar e modelar – o que eu fiz quando eu ainda era adolescente – foi algo que me permitiu escapar vivendo no meio do nada, no Texas. Mesmo que Texas seja um estado grande, eu me sentia presa. Então, mesmo que eu não estivesse legalmente autorizada a trabalhar nos sets de filmagem porque eu não tinha 18, eu fiquei forjando a assinatura dos meus pais e carregando identidades falsas para que eu pudesse ser contratada. Eu estava desesperada para viajar e explorar o mundo.

Você já tinha deixado a escola aos 16…

Eu mal podia esperar para sair dessa tensa escola católica para meninas. Eu estava muito inquieta e desesperada para estar na estrada e viver minha própria vida. Atuar foi meu meio pessoal de não apenas ganhar a vida, mas também de me permitir a viver como um nômade e viajar o máximo que eu podia. Gosto da sensação de liberdade que vem de trabalhar em um filme após o outro, e apenas sentindo essa incrível corrida que vem desde a criação de seu próprio filme na estrada.

Você vive por algum um princípio ou lema?

Eu sempre quis estar no comando de onde estou indo e ser o mestre do meu destino.







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